Um Outro Olhar Sobre Stáline

Ludo Martens

1994


capa Primeira Edição: Un autre regard sur Staline Primeira edição: Editions EPO, Anvers (Berchem), Bélgica 1994
Fonte: Para a História do Socialismo. A edição impressa desta obra pode ser pedida para o e-mail: historia @ hist-socialismo.pt
Tradução: CN do original em francês, segundo a versão electrónica disponível em:
http://www.communisme-bolchevisme.net/download/Ludo_Martens_Un_autre_regard_sur_Staline.pdf.
Transcrição e HTML: Fernando A. S. Araújo

Citações

«Fui um anti-stalinista convicto desde a idade de 17 anos. A ideia de um atentado contra Stáline invadia os meus pensamentos e sentimentos. Estudámos as possibilidades “técnicas” de um atentado. E passámos à sua preparação prática.
«Se me tivessem condenado à morte em 1939, essa decisão teria sido justa. Eu concebera o plano de matar Stáline e isso era um crime, não?
«Quando Stáline ainda estava vivo, eu via as coisas de outro modo, mas agora que posso sobrevoar este século, digo: Stáline foi a maior personalidade do nosso século, o maior génio político. Adoptar uma atitude científica a respeito de alguém é diferente de manifestar uma atitude pessoal.» — Aleksandr Zinóviev, 1993(1)

«Na minha opinião, há duas “espadas”: uma é Lénine e a outra, Stáline.A espada que é Stáline, os russos lançaram-na agora por terra.
Gomulka e alguns húngaros apanharam-na para atacar a União Soviética, para combater aquilo que é chamado de stalinismo. Os imperialistas servem-se também desta espada para assassinar os povos; Dulles, por exemplo, tem-na brandido. Esta arma não está emprestada, foi deitada fora.
«Nós, Chineses, não a rejeitámos.
«Quanto à espada que é Lénine, não foi ela também rejeitada de algum modo pelos dirigentes soviéticos? A meu ver isso aconteceu em muito larga medida.
A Revolução de Outubro permanece válida? Poderá ainda servir de exemplo aos diferentes países? O relatório de Khruchov diz que é possível chegar ao poder pela via parlamentar; isso significa que os outros países já não teriam necessidade de seguir o exemplo da Revolução de Outubro. Uma vez franqueada esta porta, o leninismo está praticamente rejeitado.»—Mao Tsé Tung, 15 de Novembro de 1956(2)

«Durante muitos anos, mesmo entre pessoas de esquerda, havia um certo constrangimento em falar de Stáline, como se isso demonstrasse uma desactualização cultural e política lastimável.
Jamais me conformei com isso. Sempre manifestei o meu apreço pelo grande herói de Stalingrado, a figura máxima da luta contra o nazismo.
Um dia, os que se recusavam a discutir Stáline vão perceber como estavam enganados, iludidos pela campanha odiosa movida contra ele pelas forças mais reaccionárias, como este livro de Ludo Martens tão bem demonstra». — Óscar Niemeyer(3)

Índice

Prefácio à edição portuguesa, por Carlos Costa

Nota do Tradutor

Citações

Prefácio

Introdução: A actualidade de Stáline

Capítulo I. O jovem Stáline forja as suas armas

Capítulo II. A construção do socialismo num só país

Capítulo III. A industrialização socialista

Capítulo IV. A colectivização

Do restabelecimento da produção ao confronto social

A primeira vaga da colectivização

A linha organizativa da colectivização

A orientação política da colectivização

A «deskulaquização»

«A vertigem do sucesso»

O ascenso da agricultura socialista

O «genocídio» da colectivização

Capítulo V. A colectivização e o «holocausto ucraniano»

Capítulo VI. A luta contra o burocratismo

Capítulo VII. A grande depuração

Como se colocou o problema dos inimigos de classe

A luta contra o oportunismo no Partido

Os processos e a luta contra o revisionismo e a infiltração inimiga

O processo do centro trotskista-zinovievista

O processo de Piátakov e dos trotskistas

O processo do grupo social-democrata bukharinista

O processo de Tukhatchévski e a conspiração anticomunista no exército

A depuração de 1937-1938

A rectificação

A burguesia ocidental e a depuração

Capítulo VIII. O papel de Trótski na véspera da II Guerra Mundial

Capítulo IX. Stáline e a guerra antifascista

O pacto germano-soviético

Stáline preparou mal a guerra antifascista?

O dia do ataque alemão

Stáline face à guerra de extermínio dos nazis

Stáline, a sua personalidade e sua capacidade militar

Capítulo X. De Stáline a Khruchov

Os Estados Unidos ocupam o lugar da Alemanha nazi

Stáline contra o oportunismo

O golpe de Estado de Khruchov


Notas de rodapé:

(1) Alexandre Zinoviev, Les confessions d’um homme en trop. Ed. Olivier Orban, 1990, pp.104, 120, Interview Humo, 25 Fevereiro de 1993, pp. 48-49. (retornar ao texto)

(2) Mao Zedong, Oeuvres choisies, tomo V, Ed. en Langues étrangères, Beijing, 1977, p. 369. (retornar ao texto)

(3) Texto de Óscar Niemeyer incluído na edição brasileira da presente obra, editora Revan, 2003. (Nota do Tradutor) (retornar ao texto)

Inclusão