O Anticristo
Friedrich Nietzsche

"Violência e ironia feroz - eis dois rasgos da crítica que Nietzsche fez ao Cristianismo, ao qual moveu em O Anticristo um dos mais virulentos ataques de toda a história espiritual do Ocidente. E, no entanto, a sua atitude perante o Cristianismo é ambígua: se a hostilidade, a recusa - que, por vezes, chega ao desvario e acusa um ressentimento sem limites - é o sentimento que sobressai perante a figura e a realização históricas do Cristianismo, sobretudo sob a forma de «Igreja», uma secreta admiração e atracção para as exigências cristãs, ou o ideal cristão, não estão de todo ausentes em Nietzsche e são, por vezes, explicitamente patenteadas na sua obra. [...] Numerosos são os pontos que mereceriam um exame atento em O Anticristo: a génese do Cristianismo, a sua relação com o paganismo e com a antiguidade greco-romana, a figura do judaísmo bíblico, a contraposição entre Jesus e Paulo, o sacerdote como tipo de função, a relação do Cristianismo com o tema da «morte de Deus», o anti-semitismo, a aversão ao espírito democrático, o elitismo, etc. São temas que Nietzsche aborda aqui, numa mescla extrema de percepção e delírio, com violência, muito longe do sine ira et studio do investigador. Mas para ele, como se sabe, trata-se de um anátema! A tradução tem por base o texto da «Kritische Gesamtausgabe», preparado por Giorgio Colli e Mazzino Montinari, publicado pela Verlag de Gruyter de Berlim, a partir de 1967." (da Apresentação)

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Sumário
Apresentação
Prólogo
O Anticristo
Adenda
Lei Contra o Cristianismo
Nota do Tradutor
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Inclusão 13/08/2013