Viva a Fraternidade Internacional

J. V. Stálin

13 de Fevereiro de 1905


Primeira Edição: Publicado, em 13/02/1905,  segundo o texto da proclamação Impressa na tipografia do Comitê de Tíflis do P.O.S.D.R.
Fonte: J.V. Stálin – Obras – 1º vol. – traduzida da edição italiana  da Obras Completas de Stálin publicada pela Edizioni Rinascita, Roma, 1949.
Tradução de:........
Transcrição e HTML de: Fernando A. S. Araújo, dezembro 2005.
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capa

Cidadãos! Cresce o movimento do proletariado revolucionário e desabam as barreiras nacionais! Os proletários das nacionalidades da Rússia unem-se num exército internacional único, os diversos riachos do movimento proletário fundem-se numa só torrente revolucionária geral. Erguem-se cada vez mais alto as vagas dessa torrente, com vigor cada vez maior precipitam-se contra o trono do tzar e o decrépito governo do tzar vacila. Nem cárceres, nem trabalhos forçados, nem forcas, nada detém o movimento proletário, que continua a crescer!

Então, para fortalecer seu trono, o governo do tzar inventa um "novo" meio. Semeia a hostilidade entre as nacionalidades da Rússia, levanta-as umas contra as outras, esforça-se por fracionar o movimento geral do proletariado em pequenos movimentos e voltá-los uns contra os outros, organiza os pogromos contra os judeus, os armênios, etc. E tudo isso, para separar umas das outras, numa guerra fratricida, as nacionalidades da Rússia e, após havê-las debilitado, derrotar sem esforço cada uma delas separadamente.

Divide para reinar, eis a política do governo tzarista. Assim é que ele age nas cidades da Rússia (recordai os pogromos de Gomel, Kichniov e das outras cidades) e repete a mesma ação também no Cáucaso. Velhaco! Com o sangue e com os cadáveres dos cidadãos procura fortalecer seu trono desprezível. Os gemidos dos armênios e dos tártaros moribundos em Baku, as lágrimas das mulheres, das mães, dos filhos; o sangue, o sangue inocente de cidadãos honestos mas ainda não conscientes; as fisionomias aterrorizadas dos homens indefesos e fugitivos que escapam da morte; as casas destruídas, as lojas devastadas e o terrível e incessante sibilo das balas; eis os meios com que reforça seu trono o tzar assassino desses cidadãos.

Sim, cidadãos! Foram eles, os agentes do governo do tzar, que instigaram os tártaros menos conscientes contra os pacíficos armênios! Foram eles, os lacaios do governo do tzar, que deram suas armas e munições, vestiram com trajes tártaros os policiais e os cossacos e os lançaram contra os armênios! Durante dois meses, esses servos do tzar prepararam essa guerra fratricida, e alcançaram, por fim, seu bárbaro intento. Maldição e morte ao governo do tzar!

Agora, esses miseráveis escravos de um miserável tzar procuram, por todos os meios, suscitar também entre nós, em Tíflis, a guerra fratricida! Querem o vosso sangue, pretendem dividir-vos e dominar-vos! Mas ficai vigilantes! Vós, armênios, tártaros, georgianos, russos! Estendei as mãos uns aos outros, uní-vos mais estreitamente e, às tentativas do governo no sentido de vos dividir, respondei unânimes: Abaixo o governo do tzar! Viva a fraternidade dos povos!

Estendei as mãos uns aos outros e, unidos; cerrai fileiras compactas em torno do proletariado, legítimo coveiro do governo do tzar, do único responsável pelos massacres de Baku.

Que o vosso brado seja:

Abaixo a discórdia nacional!

Abaixo o governo do tzar!

Viva a fraternidade dos povos!

Viva a República Democrática!

13 de fevereiro de 1905

Assinado: O Comitê de Tíflis.

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Inclusão 03/12/2005