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  Gomułka, Władysław

(1905-1982): comunista polaco. Ingressou no Partido Comunista da Polônia (Komunistyczna Partia Polski) em 1926. Em 1934, partiu para Moscou, onde viveu durante um ano. Ao regressar à Polónia, foi preso, tendo passado a maior parte do tempo até ao início da segunda guerra mundial na prisão. Durante a guerra, Gomułka tornou-se um comunista influente no seu país e em 1943 convenceu Stálin a ajudá-lo a ressuscitar o o Partido dos Trabalhadores Polacos (Polska Partia Robotnicza). Foi primeiro-ministro em exercício no governo provisório da República da Polónia, entre Janeiro e Junho de 1945, e também no governo provisório de união nacional, entre 1945 e 1947. Entre 1951 e 1954, querelas entre as diversas facções políticas conduziram Gomułka novamente à prisão, após ser denunciado como reacionário e como sendo de direita, tendo acabado por ser expulso do partido dos trabalhadores polacos. Posteriormente foi reabilitado e convidado para o cargo de primeiro secretário do partido. Gomułka reivindicou poderes reais para poder levar a cabo reformas. Uma das suas exigências foi o afastamento do marechal soviético Konstantin Konstantinovich Rokossovskiy, que ordenara o levantamento de tropas contra os trabalhadores de Poznan, do politburo polaco e do ministério da defesa, algo que Ochab concordou fazer. Em 19 de Outubro, a maioria dos dirigentes polacos, com o apoio do exército e das forças de segurança internas, levou Gomułka e seus apoiantes para o politburo e nomeou-o primeiro secretário do partido. Estes eventos na Polónia alarmaram os dirigentes soviéticos. Em simultâneo com movimentos militares na fronteira polaco-soviética, foi enviada uma delegação de alto nível do comité central soviético para a Polónia, liderada por Khrushchev e includindo Mikoyan, Bulganin, Molotov, Kaganovich e o marechal Konev, entre outros. Gomułka deixou claro que as tropas polacas resistiriam a uma invasão soviética, mas assegurou também que as reformas em curso eram de carácter interno e que a Polónia não tinha qualquer intenção de abandonar nem o comunismo, nem os tratados com a União Soviética. Os Soviéticos cederam. Gomułka acabou por ser confirmado no seu novo cargo. A notíca dos eventos na Polónia acabaria por chegar à Hungria através da rádio, provocando manifestações naquele país, pedindo reformas semelhantes, que viriam a culminar na Revolução Húngara de 1956.

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Gomulka

  Fonte: Wikipédia