Armamento das Massas Revolucionárias. Edificação do Exército do Povo

Vo Nguyen Giap


IV - Armar Solidamente e em Toda a Parte as Massas Revolucionárias: Edificar um Exército do Povo Regular e Moderno


CAPA

A resistência anti-americana do nosso povo nas duas zonas obteve importantes vitórias e entrou numa fase decisiva.

No Vietnam do Sul, a administração Nixon, apesar do fracasso dos seus planos militar e político nos últimos anos, obstina-se no prosseguimento da estratégia de «vietnamização da guerra». Ao mesmo tempo que retira a maior parte das unidades americanas de combate, reforça febrilmente as forças de Saigão para fazer com que possam substituir os soldados americanos no Vietnam do Sul e, em parte, no teatro de guerra indo-chinês, à disposição e sob o comando dos americanos. Os americanos ativam a aplicação do «programa de pacificação», recrutam e reagrupam os habitantes, implantam uma apertada rede de quartéis, transformando o Vietnam do Sul num imenso campo de concentração a fim de poderem controlar estreitamente a população, sabotar as bases revolucionárias, pilhar os bens e aliciar homens para alimentarem a guerra de agressão neocolonialista. Esforçam-se por manter no poder a junta fascista de Nguyen Van Thieu, reprimem abertamente e sem misericórdia toda a tendência ou aspiração pacifista de independência, neutralidade, concórdia nacional, de liberdades democráticas ou de melhoramentos das condições de vida das camadas populares.

No Norte, obstinam-se em prosseguir os atos de guerra, fazem constantemente missões de reconhecimento e de bombardeamento em regiões de grande densidade populacional, acumulando novos crimes contra os nossos compatriotas. Nixon e Laird ameaçaram mesmo retomar a guerra de destruição aeronaval para tentarem impedir-nos de apoiar a frente nacional, para destruíram o potencial económico e militar do Norte socialista e para quebrarem a combatividade do nosso povo.

No Laos, intensificam a «guerra especial», bombardeiam ao máximo a zona libertada, ativam a «laocização» da guerra e introduzem novas unidades tailandesas para salvar as tropas de Vian- ciana e as forças especiais de Vang Pao em apuros. Em coordenação com os mercenários, desencadeiam contra-ofensivas para impedir a ofensiva da revolução laociana.

No Camboja, ativam a «khmerização» da guerra, reanimam a administração de Phnom Penh, reforçam as tropas, e procedem à «pacificação» e reagrupamento da população, multiplicando as operações criminosas contra esta com a utilização das forças mercenárias coordenadas com a aviação americana. Por outro lado, a administração Nixon obriga o governo reacionário de Bangkok a entrar com tropas tailandesas no Camboja e a lançá-las contra o povo Khmer.

É evidente que, apesar da sua condição de derrotados, os americanos prosseguem nos intentos de agressão contra o nosso país, obstinam-se em prolongar a alastrar a guerra a fim de manterem o jugo neocolonialista no Sueste Asiático por meio da «partilha das responsabilidades», preconizada pela «doutrina Nixon». Trata-se, na realidade, de encontrar substitutos para os soldados americanos nos combates, mantendo as armas e os dólares americanos, de acordo com os interesses sórdidos dos grupos capitalistas monopolistas americanos.

Nestes termos, apesar do inimigo continuar a ser o imperialismo americano, o nosso povo e os outros povos indochineses enfrentam nos campos de batalha um adversário que já não é o mesmo. Na fase atual da estratégia de «vietnamização», o «exército mercenário» organizado, equipado e treinado pelos americanos, com um fornecimento abundante de modernas armas e material de guerra americano, compreendendo diferentes forças e armas modernas e beneficiando da ação coordenada da aviação, da marinha e do apoio logístico americano, torna-se «a pouco e pouco a força estratégica essencial da guerra de agressão e o adversário principal nos campos de batalha» da guerra revolucionária. Além disso, o imperialismo americano esforça-se por aproveitar ao máximo o poder da sua aviação e marinha para destruir sistematicamente o Norte do nosso país.(1)

O nosso povo está, em todo o país, decidido a vencer a guerra de agressão do imperialismo americano e dos seus lacaios, com qualquer adversário concreto nos campos de batalha.

As «Forças Armadas Populares de Libertação do Sul» têm a tarefa de coordenar a sua ação com as forças políticas das massas, para desagregar e aniquilar o exército de Saigão, espinha dorsal da estratégia de «vietnamização» e, ao mesmo tempo, para destroçar o «plano de pacificação», fonte de homens e bens para esta estratégia. As «Forças Armadas Populares do Norte» têm a tarefa de derrotarem os ataques da aviação e da marinha americanas, de estarem preparadas para derrotar qualquer aventura militar americana, para a eficaz salvaguarda do Norte socialista e para contribuírem com o apoio à frente nacional.

O nosso povo tem que coordenar estreitamente a sua ação com os povos irmãos do Laos e do Camboja para derrotar nos vários teatros de guerra indochineses a fórmula da doutrina Nixon «forças reacionárias dos fantoches + aviação americana».

A luta para prosseguir a revolução socialista e a construção do socialismo no Norte, para levar a cabo a revolução nacional democrática popular no Sul e para progredir rumo à reunificação pacífica do país, passará por etapas difíceis e complexas, mas conduzirá necessariamente à vitória. «A nossa organização militar deve dar resposta não só às tarefas imediatas mas a todas as tarefas em todas as circunstâncias» para o avanço da revolução, mesmo após a derrota do imperialismo americano e dos seus lacaios. As Forças Armadas Populares do Norte, ao mesmo tempo que devem defender o Norte socialista e derrotar todo o ato de agressão ou de destruição por parte do imperialismo e dos seus lacaios, devem servir de instrumento eficaz da ditadura do proletariado e assegurar a edificação do Norte, que se deve tornar sólido e poderoso em todos os planos para servir de base à luta pela reunificação do país.

As Forças Armadas Populares de Libertação do Sul devem ser capazes de defender as conquistas revolucionárias, de salvaguardar a independência e neutralidade do Sul, de derrotar todas as investidas dos imperialistas e dos reacionários e de contribuir para o progresso da revolução, para a edificação de um Vietnam pacífico, reunificado, independente, democrático e próspero.

Como já vimos, o Vietnam, devido à sua estratégica posição geográfica no Sueste Asiático, foi cobiçado por muitos invasores. Em alguns decénios, sucederam-se três imperialismos na agressão ao nosso país. Uma vez vencido o imperialismo americano, o imperialismo internacional não deixará por isso de tentar realizar os seus intentos em relação ao Vietnam.

O nosso povo, dedicado à independência e à liberdade, deseja ardentemente a paz para poder edificar o país, para elevar o seu nível de vida em todos os aspectos. É preciso, portanto, «manter uma vigilância atenta». Devemos «permanecer sempre fortes em todos os planos, político, económico e militar; teremos que combinar estreitamente a edificação económica com a consolidação da defesa nacional; devemos dispor em todas as circunstâncias de uma poderosa defesa nacional constituída por forças armadas consideráveis: um forte exército permanente e numerosas forças armadas de massa», para defendermos o trabalho de construção pacífica do nosso povo, para estarmos prontos a levar à vitória uma guerra patriótica contra qualquer invasor, para defender o poder de Estado dos sabotadores do país.

A longo prazo, depois da reunificação, «o nosso país conhecerá profundas mudanças». Nas próximas décadas, tornar-se-á um país próspero, com uma indústria e uma agricultura modernas, uma cultura e uma ciência de vanguarda e uma população de 50 a 70 milhões de habitantes. Temos as bases necessárias para edificar uma sólida defesa nacional, para elevar a um nível superior a edificação do exército popular e o armamento das massas revolucionárias, tornando-os suficientemente poderosos para assegurar a defesa do país e vencer qualquer imperialismo agressor.

Toda a guerra atual ou futura pela defesa da nossa Pátria é «uma guerra justa, de autodefesa, que tem lugar no nosso próprio território». Assim, pode desenvolver ao máximo o poder de todo o povo, de todo o país, de toda a nação para vencer o inimigo. Uma eventual guerra patriótica poderia desenrolar-se em certas condições e circunstâncias semelhantes às atuais, como por exemplo as condições geográficas, o fato de combater o grande com o pequeno, etc. De um modo geral, o inimigo é mais poderoso que nós para ousar desencadear a agressão. Assim, a relação das forças em presença poderá variar, mas manter-se-á a necessidade de combater o grande com o pequeno. Quanto às condições geográficas, nos seus traços gerais permanecerão imutáveis durante muito tampo, ainda que o tenaz labor do nosso povo não cesse de as modificar: um país pequeno, estreito e alongado, em grande parte constituído por florestas e montanhas, sulcado por uma abundante rede hidrográfica, com alguns milhares de quilómetros de costas, com um clima tropical, etc.

Podemos, portanto, concluir que «as numerosas experiências sobre a guerra patriótica de autodefesa, sobre a insurreição e a guerra de libertação e sobre a organização militar que herdámos poderão ser aplicadas, depois de desenvolvidas, às novas circunstâncias e condições», na edificação de uma defesa nacional por todo o povo, das forças armadas populares do Norte socialista, do Sul independente e neutro e do futuro Vietnam reunificado. Essa guerra patriótica de autodefesa será uma guerra do povo altamente desenvolvida pois, as nossas forças armadas populares terão progredido imenso em todos os planos: importância dos efetivos, nível de desenvolvimento em todos os domínios dos quadros e combatentes, qualidade do equipamento e da técnica, nível de organização, métodos de combate e capacidade combativa.

Hoje, para cumprir a sua missão histórica de vencer completamente o agressor americano, o nosso povo precisa de dispor de forças políticas numerosas e de forças armadas importantes e poderosas, reforçando o nosso poder nos planos político, económico e de defesa nacional. Importa levar à prática a linha do Partido em matéria de armamento de todo o povo, «desenvolver vigorosamente e em toda a parte as forças armadas de massa paralelamente à edificação intensiva do exército do povo dando-lhe um poder sem precedentes», mobilizar e aplicar ao máximo as forças do nosso povo na frente militar, a fim de que o exército, em coordenação com todo o povo, possa vencer o inimigo em quaisquer circunstâncias.

No Sul, aplicando o princípio da luta militar articulada com a luta política para fazer fracassar a «vietnamização da guerra», a população e as suas forças armadas desenvolvem com vigor e em todos os planos a posição ofensiva da guerra revolucionária, combinando estreitamente a luta armada com a luta política, a ofensiva com a sublevação, os grandes combates com a guerrilha, o aniquilamento das forças inimigas com a conquista e alargamento do poder popular nas três regiões estratégicas: ao mesmo tempo que combatem, desenvolvem as forças militares e políticas e alargam e consolidam a zona libertada para se poderem reforçar ao longo dos combates.

Tal como foi apontado pelo Governo Revolucionário Provisório e pelo Alto Comando das Forças Armadas de Libertação do Sul, o conteúdo fundamental do reforço das forças armadas revolucionárias do Sul na época atual consiste em desenvolver vigorosamente e em toda a parte as forças armadas de massa paralelamente à edificação de um exército de libertação com um poder sem precedentes, em reforçar as três categorias de tropas das forças armadas de libertação.

Nos teatros de guerra, os americano-fantoches instalam-se na defensiva estratégica. Apoiando-se numa máquina de repressão e de coerção brutal desde o nível central até à base, aplicam contra os nossos compatriotas uma política fascista espantosamente bárbara. Nestas condições e na base de um exército político popular que não cessa de se edificar e alargar, a população do Vietnam do Sul esforça-se por desenvolver rapidamente as suas forças armadas de massas e prossegue ativamente a criação das milícias de guerrilha e de autodefesa nas três zonas estratégicas.

O desenvolvimento vigoroso e generalizado das «milícias de guerrilha e de auto-defesa» deve ser acompanhado pelo «desenvolvimento da guerrilha» para que esta se combine com o grande combate para derrotar a «vietnamização» no plano militar; está também ligado à intensificação do «movimento de ofensiva e de sublevação» das massas para realizar a convergência dos três pontos de ataque e fazer fracassar a «pacificação». As forças armadas de massa e a guerrilha, tendo as tropas regionais como espinha dorsal, combinam estreitamente as suas ações com as das forças políticas, para se poderem fixar solidamente no terreno e combater localmente o inimigo com diferentes métodos, engenhosos e flexíveis; diminuir as forças do inimigo e aniquilá-lo ao máximo, dispersá-lo, imobilizá-lo, cercá-lo, dividi-lo, atacar de surpresa os seus pontos nevrálgicos, destruir as suas bases logísticas, cortar as vias de comunicação fluviais e terrestres..., contribuir para fazer fracassar os seus processos de combate; impedir os recrutamentos e a concentração da população, proteger as nossas bases e apoios políticos, desagregar e destruir o aparelho coercivo do inimigo nas aldeias e comunas e as forças armadas regionais reacionárias, estoirar com a sua rede de quartéis; manter e reforçar o potencial da resistência a todos os níveis, derrotar o desígnio maquiavélico do imperialismo americano de «fazer combater os vietnamitas pelos vietnamitas, de alimentar a guerra com a guerra».

Na longa luta revolucionária do nosso povo no Sul, as forças armadas de massa desempenharam um papel cada vez mais essencial. Onde quer que existam bases políticas, estão criadas organizações armadas de massa.

Apoiando-se no exército político da revolução, cada vez mais desenvolvido a partir da base da aliança operário-camponesa, a população do Sul empenha-se no desenvolvimento das forças armadas de massa em número e qualidade, com formas de organização apropriadas, para que por toda a parte no Sul, da montanha à planície, dos campos à cidade, em zona libertada ou em zona ocupada, se encontrem forças armadas que combatam o inimigo e de modo que, em articulação com as forças políticas de massa, constituam uma força considerável em cada região e no conjunto do teatro de guerra.

Apoiando-se nas forças políticas do povo e nas forças armadas de massa, a população do Sul e as suas forças armadas executam a tarefa de edificação de umas forças armadas de libertação numerosas e poderosas. A edificação destas forças, que compreendem tropas regulares e regionais, liga-se à necessidade de dar um forte impulso à luta militar, «ao desenvolvimento da guerra regular a par com a guerrilha», para vencer militarmente o inimigo e para, em coordenação com a luta política, levar a resistência à vitória final.

As unidades das «tropas regulares» de libertação desenvolvem-se em número e sobretudo em qualidade e equipamentos; detêm as armas necessárias e possuem forças de reserva poderosas e uma grande mobilidade; bem servidos do ponto de vista logístico, material e técnico, sabem combater cada vez melhor coordenando as diferentes armas num grau variável nos diversos teatros de operações.

Nos campos de batalha do Sul, o combate regular desenvolve-se com um poder e uma envergadura crescentes, com uma eficácia cada vez maior. As forças armadas de libertação, através do combate regular, aniquilaram forças vivas importantes, grandes unidades das tropas de Saigão, rebentaram as suas linhas de defesa, fizeram fracassar os seus métodos de combate, alargaram a zona libertada e alcançaram outros sucessos cada vez mais importantes. As suas vitórias sobre as tropas regulares saigonesas agiram fortemente sobre o moral e a organização do conjunto do sistema do exército e do poder fantoches, desferiram duros golpes na vontade agressiva do imperialismo americano, apoiaram eficazmente as lutas políticas e as sublevações das massas, facilitaram o trabalho de agitação no seio das tropas adversárias e nas fileiras do inimigo em geral, deram uma contribuição importante às modificações a nosso favor na relação das forças, na fisionomia da guerra.

As «tropas regionais» das forças armadas de libertação estão atualmente edificadas de modo a serem suficientemente numerosas e poderosas para poderem, em coordenação com a milícia popular, servir de núcleo à guerra do povo nas regiões, desenvolver a guerrilha e o movimento insurrecional das massas e levá-los a um nível cada vez mais elevado, reduzir a pó o programa de «pacificação» e, ao mesmo tempo, cooperar eficazmente com as tropas regulares nos grandes combates para derrotar militarmente a «vietnamização».

A edificação das tropas regionais visa dotar cada distrito, província ou cidade de um número adequado de unidades de combate com dimensão apropriada e possuindo as unidades técnicas necessárias, um grande valor combativo e dominando vários métodos de combate. As tropas regionais devem ser muito fortes, bem treinadas e operacionais; devem saber fazer trabalho de massas e combater; operar tão depressa agrupadas como dispersas e constituírem a ponta de lança da guerra do povo nas regiões. Em estreita coordenação com as milícias de autodefesa e de guerrilha, muitas unidades das tropas regionais aniquilaram unidades das milícias provinciais e de aldeias inimigas, desmantelaram séries de quartéis, de locais estratégicos e de setores de concentração da população, apoiaram vigorosamente as lutas políticas e as sublevações das massas, ao mesmo tempo que cooperavam eficazmente com as tropas regulares das Forças de Libertação que operavam a nível da região.

Atualmente, nos teatros de operações do Sul, numerosas regiões e províncias que assimilaram a linha da guerra do povo, a linha de armamento de todo o povo e que as aplicaram de maneira resoluta e criadora, puderam edificar não só forças políticas consideráveis e sólidas mas também poderosas forças armadas regionais compreendendo milícias e formações de guerrilha numerosas e fortes, dotadas de uma grande combatividade, capazes de combater o inimigo localmente com processos engenhosos e eficazes. Foi assim possível dar um forte impulso a guerra do povo, fazer avançar o movimento de ofensiva e sublevação, fazer fracassar progressivamente a «pacificação» do inimigo, bem como os seus planos de recrutamento e reagrupamento da população e de integração das formações paramilitares no exército regular e manter e desenvolver todas as forças revolucionárias.

A prática da guerra revolucionária no Sul mostra que:

«as massas populares constituem o fundamento sólido de toda a obra revolucionária; as forças políticas de massa são o fundamento das forças armadas e as forças armadas de massa são o fundamento sólido do exército revolucionário».

Assim, para assegurar forças consideráveis para a guerra revolucionária, para desenvolver plenamente a enorme força da guerra do povo, é indispensável empregar todos os esforços para edificar o exército político da revolução e, a partir desta base, edificar as forças armadas populares, compreendendo as forças armadas de massa e o exército revolucionário, desenvolver em proporções adequadas as três categorias de tropas, colocá-las numa posição estratégica de ofensiva em todos os teatros de guerra e combinar estreitamente o grande combate com a guerrilha e a luta armada com a luta política e a agitação junto dos soldados inimigos.

Só deste modo se pode criar a máxima força global para desagregar e aniquilar o exército fantoche, fazer fracassar a «pacificação» e a «vietnamização» e vencer, enfim, totalmente, a guerra de agressão americana.

Particularmente, quando o imperialismo americano passa à estratégia de «vietnamização», executa o desígnio maquiavélico de levar a combater os vietnamitas contra vietnamitas e se empenha em edificar o exército mercenário compreendendo tropas regulares e regionais com vista a transformá-lo num instrumento para o prosseguimento da sua guerra de agressão, o domínio das leis sobre a organização das forças armadas populares adquire um significado de extrema importância.

Os nossos compatriotas e combatentes do Sul dispõem «de uma força política e de forças armadas poderosas, de forças armadas de massa presentes em toda a parte e de um exército de libertação aguerrido, com boa mobilidade e com efetivos apropriados, de milícias de autodefesa fortes e numerosas, de poderosas tropas regionais constituindo forças locais eficazes e omnipresentes e, ao mesmo tempo, de tropas regulares muito fortes e móveis». São duas forças e três categorias de tropas em estreita e boa coordenação, que aplicam plenamente a sua função estratégica na guerra revolucionária e desenvolvem continuamente a luta armada e a luta política, a guerra regular e a guerrilha a um alto nível. Nestas condições, não há dúvida de que os nossos compatriotas e combatentes vencerão o exército, derrubarão a administração fantoche, farão fracassar totalmente a estratégia de «vietnamização» e conduzirão a nossa luta anti-americana pela salvação nacional à vitória final.

Ao mesmo tempo que alongava a guerra de agressão no Sul e que a estendia a toda a Indochina, a administração Nixon intensificou os seus atos de guerra contra o Norte do nosso país. Alimenta pérfidos desejos, no imediato e no futuro, contra o Norte socialista, retaguarda nacional, base sólida da revolução em todo o país. É por isso que devemos velar constantemente pela edificação das forças armadas populares do Norte que, com todo o povo, têm a tarefa de vencer totalmente os agressores americanos e de defender solidamente o Norte socialista, atualmente e a longo prazo.

O Norte deve ser «sólido e poderoso em todos os planos político, económico e de defesa nacional». Será ainda necessário dar um forte impulso à revolução socialista e à construção do socialismo, reforçar sem cessar a unidade política e moral e edificar e desenvolver a economia e a cultura para, a partir desta base, «consolidar e reforçar a defesa nacional por todo o povo e aliar estreitamente a edificação económica à defesa». Só com uma economia forte a nível central e regional podemos ter uma defesa nacional poderosa e uma guerra do povo no conjunto do país e em cada região. Importa ter um plano para estarmos prontos a combater e para prepararmos o país em todos os domínios, assegurando uma liberdade de manobra em qualquer ocasião.

Em qualquer circunstância, temos que ter bem presente esta lei de edificação da organização militar do nosso povo: armar todo o povo, armar as massas revolucionárias edificando o exército do povo, combinar o exército do povo com as forças armadas de massa e vice-versa.

Temos que «edificar ativamente um exército do povo regular e moderno, desenvolver em toda a parte poderosas forças armadas de massa e reforçar as três categorias de tropas: tropas regulares, tropas regionais e milícias populares». Devemos prosseguir a consolidação das «forças armadas de segurança popular». Temos que dispor de «poderosas forças permanentes» e também de «consideráveis forças de reserva».

Temos que prosseguir na aplicação correta das políticas e regimes promulgados pelo Estado sobre a edificação das forças armadas populares e a consolidação da defesa nacional por todo o povo; ao mesmo tempo, devemos completá-las e aperfeiçoá-las para que sejam adequadas ao desenvolvimento ulterior do nosso país. Deve dar-se uma atenção particular à formação de um «contingente de quadros», espinha dorsal da edificação das forças armadas e da defesa nacional. Importa reforçar progressivamente as «bases materiais e técnicas» e as «bases logísticas» das forças armadas, tanto à escala de todo o Norte como em cada região.

Em primeiro lugar, é preciso dar um forte impulso à edificação do exército, para que seja um exército revolucionário de tipo novo verdadeiramente popular, um exército regular e moderno, adaptado às condições do nosso país, que deva servir de base à organização militar do povo para a firme defesa das conquistas revolucionárias e da Pátria, para vencer qualquer invasor no imediato e no futuro e para realizar com sucesso qualquer missão de combate ou de produção, qualquer tarefa que lhe seja confiada pelo Partido e pelo povo.

Atualmente e num futuro próximo, devemos «prosseguir a edificação do Exército popular do Vietnam para fazer dele um exército socialista regular e moderno, compreendendo! tropas regulares e tropas regionais, com forças permanentes com efetivos adequados, dotados de grandes qualidades combativas, e forças de reserva consideráveis, bem organizadas e treinadas».

O nosso exército deve ser um exército verdadeiramente revolucionário e popular, mas deve ter um elevado nível técnico, compreendendo um exército, uma aviação e uma marinha modernas.

O «exército» deverá possuir as armas necessárias e uma estrutura e envergadura de organização apropriadas a missões de combate cada vez mais importantes, deverá ser dotado de um grande poder de fogo e de uma poderosa força de choque e de grande mobilidade em todos os terrenos e condições, deverá poder desempenhar plenamente o seu papel de fator decisivo de vitória no campo da batalha.

A «aviação» será reforçada no plano quantitativo de maneira apropriada, mas deve ter uma grande qualidade combativa e métodos de combate suficientemente inventivos, para defender eficazmente o céu do nosso país contra qualquer agressor, e cooperar estreitamente com o exército e a marinha nas operações coordenadas.

A «marinha» deve tornar-se cada vez mais forte, com um número suficiente de barcos, uma qualidade em combate elevada, uma organização cada vez mais avançada e um equipamento sempre modernizado, deve dispor de métodos de combate apropriados ao teatro de guerra marítima e fluvial do nosso país e estar em condições de defender as nossas costas que são muito extensas e o nosso abundante sistema hidrográfico.

O nosso exército será, sempre acima de tudo, um exército verdadeiramente revolucionário e popular. Este é um princípio-chave da teoria do Partido sobre a edificação do exército, princípio que devemos ter sempre presente em qualquer circunstância.

O poder de combate de um exército revolucionário é resultante dos fatores seguintes:

Esta força é produto da aliança dialética entre o homem e o armamento, entre a política e a técnica, entre a ciência militar e os meios de guerra, entre a ideologia e a organização.

A prática e a teoria provam que todos os fatores que compõem a força combativa do exército têm a sua importância própria e estão estreitamente ligados uns aos outros. Cada fator deve poder atuar plenamente e combinar-se estreitamente com os outros, a fim de engendrar a máxima força combativa do exército.

Sem uma moral forte, não é possível conseguir energia revolucionária criadora, combates eficazes e bases para desenvolver a força dos fatores materiais e técnicos e da arte de combater... Um exército bem organizado, equipado e treinado, mas sem uma moral forte, seria facilmente vencido. Todavia, não se pode impor ao inimigo só com uma moral forte. Se o equipamento técnico for medíocre, a organização das tropas irracional e os métodos de combate inadequados, não será possível criar uma grande força combativa, o fator moral não poderá atuar plenamente nem transformar-se numa força material considerável capaz de vencer o inimigo no campo de batalha.

Lenine insistiu na eminente função da moral na guerra.

«Em toda a guerra, a vitória depende em última análise do estado de espírito das massas que derramam o seu sangue no campo de batalha»(2).

E acrescentava:

«o melhor exército, os homens mais devotados à causa da revolução serão rapidamente exterminados pelo inimigo se estiverem insuficientemente armados, abastecidos e instruídos»(3).

Assim, quando se considera a força combativa de um exército, é preciso compreender bem a unidade dialética destes fatores. Acentuar o fator material, técnico, considerando-o decisivo e dar pouca importância ao fator político-moral é cometer um erro evidente. Inversamente, também é errado insistir unicamente no fator moral, destacando-o do fator material.

Para precisar a importância dos fatores que criam a força combativa de um exército revolucionário, pensamos que

«o fator fundamental é acima de tudo o elemento político-moral, a consciência do exército quanto ao ideal revolucionário, ao objetivo da luta, ao fim político da guerra, o moral dos quadros e combatentes». Na guerra, «o fato de as massas tomarem consciência dos fins e das causas da guerra tem uma considerável importância: é a chave da vitória»(4).

Se os quadros e combatentes de um exército revolucionário tiverem uma elevada consciência dos seus interesses de classe e dos interesses nacionais, se estiverem prontos ao sacrifício pela independência, pela liberdade e pelo socialismo, só terão um desejo, o de vencer o inimigo, estarão animados de uma energia e de uma força extraordinárias. Esta tese de Lenine é confirmada eloquentemente pela história da luta e do crescimento do nosso exército que, partindo do nada, venceu os imperialistas mais ferozes da nossa época.

A luta armada é a forma mais agudizada da luta de classes, da luta nacional. Tem por característica implicar o sacrifício de sangue. É por isso que um exército revolucionário deve ter uma vontade férrea de combater, uma grande generosidade em relação à Pátria. Só assim pode vencer as provas, dificuldades e asperezas da guerra, desenvolver o poder das armas, aplicar de modo criador os métodos de combate e aproveitar o poder de organização para vencer o adversário.

Através das provas de uma luta árdua, encarniçada e longa, sob a justa direção do Partido, o nosso exército forjou «uma natureza revolucionária, um valor político» dos mais elevados, «um moral elevado», que traduzem brilhantemente o pensamento, os sentimentos e a moral da classe operária e da nação vietnamita na nossa época. Deu provas de uma fidelidade inquebrantável à obra revolucionária do Partido e do povo, de uma determinação inabalável de combater pela independência e pela liberdade nacionais — «antes sacrificar tudo do que perder o país, do que tombar na escravatura» —, de um ardente amor à Pátria e ao socialismo, de um autêntico internacionalismo proletário.

É a vontade de combater e de vencer, de atacar e aniquilar o inimigo, um moral heroico, um espírito inventivo e engenhoso, um espírito de união e coordenação, um sentido de organização e de disciplina livremente consentida.

É um profundo amor pelos compatriotas e companheiros de luta e um ódio profundo aos imperialistas e seus lacaios, à opressão e à exploração. É uma vigilância revolucionária sempre atenta perante os intentos e manobras do inimigo de classe e da nação.

O presidente Ho Chi Minh ilustrou esta natureza política e estas qualidades com as seguintes palavras: «o nosso exército é fiel ao Partido, devotado à causa do povo, sempre pronto a combater e a sacrificar-se pela independência e pela liberdade da Pátria, pelo socialismo. Executa com sucesso qualquer missão, ultrapassa qualquer dificuldade, impõe-se sobre qualquer adversário». É este o trunfo absoluto do nosso exército, a fonte do seu poder combativo, o seu precioso capital para a edificação e para o combate, tanto hoje como no futuro. No decurso da transformação do nosso exército num exército regular e moderno, estamos decididos a preservar e desenvolver estes trunfos, a transformar «esta natureza num conjunto de qualidades estáveis, numa bela tradição do Exército Popular do Vietnam para as gerações presentes e futuras».

Face às intenções do imperialismo americano de prolongar a agressão contra o nosso país e de alargar a guerra a toda a Indochina, o nosso exército tem, mais do que nunca, que dar provas de abnegação, não temer as dificuldades, perseverar na resistência e intensificá-la, tem que desenvolver ao máximo o papel, o efeito e a função do exército do povo.

Para reforçar constantemente a natureza revolucionária do exército, importa «dominar e aplicar corretamente os princípios leninistas da edificação política do exército», o que para o nosso exército se tornou uma tradição. Esses princípios são os seguintes:

«Em relação ao Partido», o nosso exército tem sempre tido uma confiança absoluta nas suas linhas e direção, à qual se submete de bom grado, aplica escrupulosamente as linhas diretivas e políticas, defende resolutamente as orientações, princípios e pontos de vista e cumpre todas as missões que lhe são confiadas pelo Partido.

«Em relação ao poder revolucionário» o nosso exército sempre o respeitou e exprimiu a vontade de o defender, uniu-se estreitamente aos serviços públicos e aplica rigorosamente as linhas, diretivas, políticas e orientações legislativas do Estado.

«Em relação ao povo», os nossos quadros e combatentes dão provas de uma dedicação total, respeitam-no, vêm em sua ajuda, batem-se abnegadamente para defender os seus interesses e respeitam escrupulosamente a disciplina das massas.

«Quanto às relações no seio do exército» os quadros e combatentes dão provas de espírito de união, de conformidade de pontos de vista e de afeição recíproca, partilhando alegrias e penas e entre ajudando-se de todo o coração. Submetem-se todos à organização, executam rigorosamente as ordens, diretivas e decisões dos seus superiores e respeitam os regulamentos e regimes fixados.

«Em relação aos exércitos e povos dos países irmãos», o nosso exército dá provas de um autêntico internacionalismo proletário, solidariza-se sinceramente com os exércitos e povos dos países irmãos à custa de privações e sacrifícios para combater com eles o inimigo comum, considerando a obra revolucionária deles como sua.

Para desenvolver todo o poder e eficácia da direção do Partido, importa «elevar o nível de assimilação da sua linha política e da sua linha militar, reforçar as capacidades de organização prática dos seus órgãos, quadros e militantes no exército» e cumprir os imperativos da edificação de um exército regular e moderno, a fim de executar com sucesso qualquer missão política ou militar confiada pelo Partido.

O nosso Partido tem uma rica experiência na edificação política e ideológica do exército, bem como na edificação de um exército composto essencialmente pela infantaria e por um dado número de outras armas. Está em condições de resolver os problemas postos pela edificação de um exército do povo regular e moderno constituído por numerosas forças e armas, tanto no imediato como no futuro, nas condições concretas do nosso país.

Uma das tarefas importantes na fase atual é «dominar progressivamente as leis da edificação e do combate de um exército popular regular e moderno nas condições do nosso país e aplicá-las progressivamente» na elaboração de uma ciência militar avançada vietnamita que permita, no imediato, vencer o imperialismo americano e, a longo prazo, defender a nossa pátria. A partir desta base, prosseguiremos o aperfeiçoamento, desenvolvimento e concretização da linha militar, da linha de edificação de um exército revolucionário regular e moderno do nosso Partido.

A partir do reforço da natureza revolucionária do exército, teremos que acelerar o processo da sua transformação num exército regular e moderno.

Todo o exército que alcance um dado nível de organização e estruturação tende necessariamente a tornar-se regular. Já no passado, entre nós e em muitos outros países, o problema se pôs e foi resolvido. Quanto mais se moderniza o exército, mais a centralização e unificação se torna imperiosa e mais deve ser impulsionada a sua transformação num exército regular.

Lenine mostrou que, nas condições em que temos que combater um inimigo poderoso que a qualquer momento se pode lançar numa aventura militar, quando o exército aplica cada vez mais meios técnicos modernos e utiliza processos de combate modernos que exigem uma coordenação de ação ao mesmo tempo muito apertada e muito flexível, é impossível conseguir a unidade de pensamento e de ação sem uma elevada centralização. Sem esta centralização, não é possível que dezenas ou centenas de milhar de homens, operando em grandes espaços, mudem rapidamente de modo ou método de combate ou de direção operacional, segundo uma vontade unificada e em função das alterações verificadas no campo de batalha, pelo que não poderá assegurar as missões de combate na guerra moderna.

«Tomar um exército regular é realizar a unificação da sua organização na base dos regulamentos» que visem dar às suas atividades uma prática unificada, elevar o espírito de subordinação à organização, ao seu carácter centralizado, científico, para conseguir uma ação resoluta e unânime, para assegurar uma coordenação estreita entre as diversas partes do exército na guerra. Este processo liga-se à promulgação dos diferentes regulamentos e regimes e à sua aplicação.

Um exército revolucionário, bem como qualquer exército das classes exploradoras, deve-se tornar regular mas, dada a sua natureza política oposta, este processo é totalmente diferente quanto ao «seu fim, conteúdo e métodos». Um exército das classes exploradoras tem um objetivo reacionário; os regulamentos e regimes refletem a natureza anti-revolucionária desse exército, as suas relações internas não equitativas; apoia-se na disciplina mecânica e imposta para obrigar os soldados a obedecerem cegamente.

Pelo contrário, no exército revolucionário, o mesmo processo está ao serviço dos nobres objetivos políticos da revolução; os regimes e regulamentos refletem a natureza revolucionária do exército, os excelentes princípios de edificação de um exército de tipo novo; a sua aplicação apoia-se na consciência política, num sentido de disciplina livremente aceite, no espírito de iniciativa e invenção dos quadros e combatentes. Por se apoiar numa tal base política, o processo confere ao exército revolucionário um poder claramente superior ao do exército das classes exploradoras.

Durante os últimos anos, a promulgação, modificação e aperfeiçoamento dos regulamentos e regimes tem dado grandes resultados na edificação do exército. Regimes como o serviço militar, o serviço dos oficias e sub-oficiais e os graus militares, e regulamentos como o regulamento interno, os regulamentos de ordem unida, de segurança e de polícia, regulamentos de disciplina e de combate, o trabalho de estado-maior, o trabalho político e a política logística... contribuem para reforçar a centralização no nosso exército, a sua transformação em exército regular e para elevar o seu poder de combate. Na sua essência, estes regimes e regulamentos refletem cada vez mais fielmente a natureza revolucionária do nosso exército, estão impregnados do pensamento, da linha e da arte militares do nosso Partido, bem como dos princípios de edificação do exército e estão adequados às condições do nosso exército e do nosso país, por outro lado, a prática da guerra ajuda-nos a completá-los, a introduzir-lhes as necessárias modificações, e dá-nos uma experiência muito rica, que é extremamente útil para a elaboração e aperfeiçoamento dos regulamentos.

Em função da situação e das tarefas cada vez maiores de edificação e de combate do exército, importa «continuar a estudar e aperfeiçoar os regimes e regulamentos» com vista a contribuir cada vez melhor para a edificação atual de um exército regular. Ao mesmo tempo, é preciso ativar «a elaboração de um sistema de regimes e regulamentos cada vez mais completos» para servirem de base ao trabalho ulterior nesse sentido.

Esse sistema deverá englobar todas as atividades do nosso exército e compreender:

Pensamos que o regulamento ou um regime, por muito completos que sejam, não poderão dar resposta a todas as exigências que surgem na prática. Os regulamentos apenas indicam as orientações fundamentais para as diversas atividades do exército, não pretendendo fornecer soluções para todos os problemas que se põem em qualquer momento e local. Assim, exigindo a sua escrupulosa aplicação, é sempre preciso procurar «libertar o espírito criador e o engenho» dos quadros e combatentes, evitar o estereotipado, o mecânico.

O conteúdo dos regulamentos reflete a experiência e as exigências da edificação e do combate do exército durante um dado período e em determinadas condições. A prática da edificação e do combate do nosso exército, e as suas capacidades, bem como as do inimigo nos diversos domínios, na ciência e na arte militares, etc., estão em perpétua evolução. Assim, os «regulamentos devem ser desenvolvidos e completados constantemente», para possuírem uma vitalidade renovada e poderem desempenhar um papel efetivo de direção concreta em relação a todas as atividades do exército.

A partir da sua edificação e à medida do seu aperfeiçoamento, importa «intensificar o trabalho de educação entre os combatentes para conseguir uma aplicação escrupulosa». Esta aplicação deve acima de tudo apoiar-se no sentido da subordinação, da disciplina dos quadros e combatentes; deve passar a ser progressivamente uma prática corrente, um estilo de trabalho, um novo hábito, deve estar de acordo com a classe operária ligada à produção moderna, diferente dos pequenos produtores ligados a uma produção dispersa, artesanal, «libertária».

Para ativar a edificação do exército regular, é primordial a elevação do «sentido de subordinação à organização e da disciplina» no exército. Lenine dizia que para elevar o nível e o poder combativo do Exército Vermelho era de extrema importância implantar

«uma disciplina rigorosa, um espírito de execução radical das ordens e instruções». «O exército deve ter uma disciplina das mais severas e equitativas»(5). «É preciso transformar o aparelho de comando desde a cúpula até à base, fazendo-o funcionar aos vários níveis como braços de aço que executem custe o que custar as ordens de combate»(6).

A disciplina do nosso exército é a «disciplina severa, equitativa e livremente consentida» de um exército revolucionário. Reflete a natureza revolucionária e os princípios de edificação ideológica e organizativa do exército da classe operária. É uma disciplina verdadeiramente férrea, de tipo novo, que não poderia nunca existir num exército das classes exploradoras.

O nosso exército forjou grandes tradições de disciplina revolucionária no decurso de um longo processo de edificação e combate, sob a direção do Partido. Essas tradições têm sido sempre um importante fator das suas vitórias. No entanto, ainda há pontos fracos neste domínio. O nosso exército nasceu e cresceu num país agrícola atrasado que está somente no início da edificação do socialismo e em que permanecem ainda em muitos domínios da vida social e individual vestígios da economia de pequena produção. Além disso, amadureceu nas condições de uma guerra revolucionária prolongada, desenvolveu-se a partir do nada, passando da guerrilha à guerra regular, operando em diversos teatros de operações, combatendo sem descanso durante vários decénios e em condições de extrema dureza... Alcançando a maturidade em tais condições, os nossos quadros e combatentes, cujos aspectos positivos são os essenciais, têm no entanto ainda defeitos, hábitos, comportamentos que não estão de acordo com o espírito de subordinação à organização próprio de um exército moderno. Não conseguimos ainda um nível de disciplina militar correspondente ao novo desenvolvimento da organização e do equipamento do exército, que possa dar plena resposta às tarefas de combate e edificação cada vez mais pesadas e complexas.

É preciso também continuar a inculcar nas tropas «uma consciência profunda do papel e das exigências da disciplina» num exército regular e moderno, «fazer evoluir claramente o espírito de subordinação à organização, o sentido da disciplina e a gestão das tropas», de modo a que em todo o exército se apliquem rigorosamente os regimes e regulamentos e se executem integralmente todas as ordens e diretivas dos superiores.

O problema que se nos põe é o de transformar um exército do povo, um exército revolucionário, em exército regular. É por isso que no decurso deste processo importa resolver corretamente as relações entre o centralismo e a democracia, entre a direção do comité do Partido e o papel do chefe, a união entre quadros e combatentes, entre superiores e subordinados. É preciso combinar estreitamente o trabalho ideológico com o trabalho de organização, o trabalho de educação e persuasão com o treino prático e a gestão rigorosa, o livre consentimento com a obrigação e aplicar de maneira judiciosa e equitativa as recompensas e as punições. É preciso desenvolver o espírito de responsabilidade e a consciência coletiva de cada quadro e de cada combatente em relação à aplicação da disciplina, dos regimes e regulamentos. Neste domínio, o exemplo e as capacidades de organização e gestão dos quadros são de enorme importância.

Paralelamente à edificação do exército regular, importa continuar a dar um forte impulso à sua «modernização». É uma exigência imperativa para a elevação do poder combativo do exército, numa época em que o nosso povo está empenhado na construção do socialismo, na criação das bases materiais e técnicas da grande produção socialista, e particularmente numa época em que a ciência e a técnica mundiais,, atingem um nível muito elevado que se traduz em profundas e rápidas modificações no equipamento e na técnica dos exércitos. O nosso exército vai-se modernizando, cresce dia-a-dia em equipamento e nível técnico e pode enfrentar qualquer agressor.

Modernizar é «renovar constantemente o equipamento e a técnica do exército, multiplicar as armas técnicas, fazer com que os quadros e combatentes elevem o seu nível de conhecimento e de prática das novas armas e meios de guerra». Modernizar é ainda «criar uma moderna indústria de defesa nacional e desenvolver uma moderna rede de comunicações» que permita ao exército operar nas condições da guerra moderna.

O equipamento e a técnica modernos, juntamente com uma natureza política sólida e uma organização científica, assegurar-nos-ão progressos sem precedentes no poder combativo do exército. O homem novo no exército popular deve estar animado de um ardente patriotismo, de uma elevada consciência socialista e de um profundo Sentido de subordinação à organização e de disciplina, e deve possuir conhecimentos militares modernos.

Apoiando-se nos sucessos da revolução técnica da edificação socialista do Norte durante os últimos anos e na ajuda dos países socialistas irmãos, o nosso exército possui hoje uma base material e técnica mais forte do que nunca.

A infantaria está dotada de armas muito modernas. As forças terrestres, a aviação, a marinha, a artilharia, a defesa aérea, os blindados, a engenharia, as unidades químicas, as transmissões, os transportes, etc., estão todos equipados com armas e meios de guerra modernos.

De acordo com este impulso, começaram a criar-se um conjunto de bases para assegurarem o bom funcionamento da técnica. Os quadros e combatentes fizeram nítidos progressos no conhecimento e utilização das armas e meios modernos de acordo com as condições concretas da guerra no nosso país. É bem evidente que, do período final da resistência anti-francesa até aos nossos dias, o exército avançou muito na via da modernização. As vitórias que alcançou na resistência anti-americana são inseparáveis desse desenvolvimento material e técnico.

No entanto, esses progressos marcam apenas o início. Em comparação com numerosos países do campo socialista e do mundo, o nível de modernização do nosso exército é ainda baixo. Continua a existir entre ele e o exército inimigo um desequilíbrio em termos de equipamento e técnica. A resistência anti-americana nos nossos dias e defesa do país no futuro exigem muito maiores esforços ainda na modernização do nosso exército. É uma tarefa para nós e é também uma aspiração do nosso povo e do nosso exército.

Temos que edificar «um exército moderno adaptado às condições concretas e que responda o melhor possível aos imperativos da nossa defesa nacional». Para isso devemos munir-nos das linhas políticas, militar e de edificação económica do Partido, partir das possibilidades e condições reais do país, dos objetivos do nosso combate e da relação de forças com o inimigo, da arte militar da guerra do povo, do desenvolvimento da ciência e da técnica militares no mundo, para resolvermos de modo criador o problema da modernização do exército.

Devemos prosseguir os nossos esforços para podermos constantemente «renovar o equipamento e a técnica» do exército, que deverão ser modernos e modernos relativamente, tendo em vista o reforço do «poder de fogo, força de choque e mobilidade». Por um lado, devemos apoiar-nos firmemente no desenvolvimento da economia nacional e, por outro lado, utilizar da melhor maneira possível a ajuda dos países socialistas irmãos para fazermos progressos rápidos nessa renovação.

Na época atual, um exército moderno deve compreender numerosas forças e armas. É por isso que devemos «edificá-las de modo equilibrado e apropriado».

Tanto hoje como num futuro de longo prazo, as forças terrestres constituem as forças essenciais do exército:to popular, sendo a artilharia a principal força der: fogo e a infantaria a arma essencial. Continuaremos a reforçar as forças aéreas, a defesa aérea, a marinha, as tropas blindadas, as tropas de engenharia, de transmissões, de guerra química, de transportes e a organizar racionalmente as armas e os serviços, a fim de desenvolver constantemente o seu papel no combate coordenado das forças e armas de guerra modernas. O nosso exército deve ter capacidade para vencer o inimigo, quer usando armas convencionais, quer arriscando-se a empregar a arma nuclear.

Para que um exército moderno possa aplicar toda a sua força, é indispensável que esteja perfeitamente assegurado o funcionamento da técnica e que se disponha de uma boa rede de comunicações.

Importa também que, na base de uma aliança estreita entre as exigências da defesa nacional e da economia, entre a edificação da retaguarda nacional e a da retaguarda do exército, se intensifique a criação de uma indústria de defesa nacional e a construção da economia nacional e de uma rede de comunicações adequada às exigências do combate do nosso exército e às realidades do país.

Essa indústria deve poder assegurar as reparações de todo o género, fabricar peças de substituição, artigos para melhorar o equipamento e o material na medida das exigências da tática militar e, ao mesmo tempo, conseguir produzir na medida das nossas possibilidades certos tipos de armas e meios de guerra.

É preciso ampliar a rede de comunicações, compreendendo as estradas, vias férreas, fluviais e marítimas e as comunicações aéreas, combinar perfeitamente as vias de comunicação importantes do ponto de vista militar com as que são importantes para a economia, combinar as comunicações nacionais com as regionais, satisfazer as necessidades de deslocação do exército moderno em quaisquer circunstâncias.

A modernização do exército exige grandes esforços e estará sempre subordinada ao nível de desenvolvimento das bases materiais e técnicas do socialismo. Assim, será preciso, na base de uma articulação estreita com o plano de desenvolvimento económico e cultural, traçar «um plano a longo prazo de modernização do exército» com vista à fixação da orientação e dos principais objetivos que presidirão à formação dos quadros, à investigação científica e técnica, às construções de base, etc. Ao mesmo tempo, será preciso estabelecer um plano a curto prazo com objetivos precisos, de modo a fazer progredir o exército na medida do possível.

O exército do povo compreende tropas regulares e tropas regionais, tendo estas últimas um papel estratégico importante na guerra do povo. É por isso que, na edificação do exército popular, damos muita importância à edificação das tropas regulares, ao mesmo tempo que «nos empenhamos na correta edificação das tropas regionais».

Graças às diretivas corretas do Partido, as tropas regionais durante os anos de resistência anti-americana registaram novos progressos do ponto de vista da organização, do equipamento, da capacidade de combate e do comando..., o que em primeiro lugar se verificou com as que combateram diretamente a guerra americana de destruição sistemática: tropas anti-aéreas, artilharia, engenharia...

Num grande número de províncias, cidades, distritos e regiões industriais, unidades de artilharia da DCA abateram muitos aparelhos americanos, unidades de artilharia de terra incendiaram navios inimigos, unidades de engenharia contribuíram com um trabalho importante para manter abertas as vias de comunicação, e unidades de infantaria aniquilaram rapidamente comandos inimigos e cumpriram com êxito outras tarefas. Com um novo poder de combate, as tropas regionais estão aptas a derrotar, em coordenação com outras forças armadas, qualquer aventura militar do imperialismo americano, na defesa das regiões. Manifestamente, as tropas regionais são hoje, sob certos aspectos, mais evoluídas do que as tropas regulares na etapa final da resistência anti-francesa. Isto contribuiu para o acréscimo do poder da guerra do povo nas regiões. Está provada a justeza da decisão de reforçaras tropas regionais, compreendendo as armas necessárias, de as dotar com armamento e material de guerra modernos, «de as transformar progressivamente em tropas regulares e modernas.»

A edificação das tropas regionais deve ser conduzida segundo os princípios e a orientação definidos para a edificação do exército do povo. No entanto, dadas as suas tarefas em combate, o carácter das suas atividades e os seus métodos de combate, que diferem mais ou menos dos das tropas regulares, e dado que operam na sua própria região, é necessário «aplicar esses princípios e essa orientação de forma adequada».

A edificação deste tipo de tropas deve basear-se nas características próprias de cada região, na posição militar, nas tarefas de combate particulares, no potencial humano e económico, na natureza do terreno, na apreciação da situação da inimigo na região... Em cada província, cidade, distrito, região industrial..., a envergadura das tropas regionais a criar, a sua composição, equipamento, método de combate... não deverão ser copiados dos das tropas regulares, nem deverão repetir-se de modo mecânico de uma região para outra.

Mesmo relativamente às forças regulares, preconizámos sempre que, na sua transformação em exército regular e moderno, se deve prestar a suficiente atenção às características da missão e dos métodos de combate... das diferentes forças que operam nos vários teatros de guerra, para determinar a organização das tropas, a sua composição, equipamento, modo de vida... de maneira apropriada, evitando uma unificação mecânica. Tratando-se das tropas regionais, esta transformação requer «uma atenção suficiente às circunstâncias e condições concretas, às características próprias de cada região». Deve ter um conteúdo concreto que reflita ao mesmo tempo a centralização e a unificação necessárias e a não menos necessária diferenciação entre as regiões.

Alegar as particularidades de determinada região para subestimar a necessidade da centralização e da unificação, subestimar a importância do espírito de subordinação à organização e da disciplina, negligenciar a aplicação dos regimes e regulamentos nas tropas regionais, é um erro grosseiro, mas o inverso, isto é, realizar a centralização e a unificação segundo uma fórmula estereotipada, de modo mecânico, é também um erro grosseiro.

Ao realizar a modernização é preciso determinar exatamente as necessidades, saber utilizar os armamentos e meios modernos combinando-os com os menos modernos e rudimentares. A experiência ensina-nos que armas mesmo muito modernas são ineficazes se não são adequadas às regiões, e o mesmo para o inverso. «Bater o inimigo, servir de espinha dorsal, de força de choque na região, cumprir com êxito todas as tarefas» são objetivos que devemos ter em vista na aplicação dos princípios de edificação das tropas regionais.

Atualmente, cada província, grande cidade ou região industrial do Norte do país tem um território muito vasto e uma população de 1 a 2 milhões de homens. Paralelamente ao desenvolvimento da economia central, o nosso Partido decidiu estimular a economia regional, fazer das províncias, grandes cidades e regiões industriais, unidades económicas cada vez mais poderosas. Importa aliar estreitamente a economia e a defesa à escala da região, fazer das províncias, grandes cidades e regiões industriais, realidades sólidas e poderosas em todos os planos, torná-las unidades estratégicas fundamentais da guerra do povo à escala regional. Os sucessos da revolução socialista e da edificação do socialismo à escala regional e nacional criaram e continuam a criar nas regiões e a todos os níveis possibilidades crescentes para a edificação e desenvolvimento das tropas regionais.

Nas condições atuais, que exigem uma intensificação do trabalho militar regional a fim de contribuir ativamente para a derrota de todas as aventuras militares do imperialismo americano, de defender eficazmente o Norte socialista e de desempenhar o papel de grande retaguarda em relação ao Sul combatente, importa «dar um novo desenvolvimento à edificação das tropas regionais».

As tropas regionais devem dispor de «forças permanentes em quantidade racional e de poderosas forças de reserva bem organizadas e treinadas», prontas para engrossar rapidamente os efetivos combatentes quando a situação o exige. É preciso que disponham de fortes unidades de infantaria com as diferentes armas necessárias, dotadas de armamentos e meios de guerra modernos e relativamente modernos, bem treinadas, com grande mobilidade, métodos de combate engenhosos e um poder de combate sempre crescente. As tropas regionais devem ser muito hábeis tanto no grande combate como na guerrilha, devendo poder operar em estreita coordenação com as milícias de autodefesa e de guerrilha, bem como com as tropas regulares dependentes do Alto Comando, para aniquilarem o inimigo e defenderem a região.

Com tropas regionais poderosas, apropriadas às condições de cada região e aptas a responder às exigências do combate no seu território, com milícias de guerrilha e de autodefesa fortes e omnipresentes, e, por outro lado, agindo em cooperação estreita com as unidades armadas da segurança, cada vez mais sólidas, «as forças armadas populares regionais» no Norte socialista atingirão um novo e muito grande poder de combate, a guerra do povo nas regiões disporá de novas e consideráveis possibilidades.

Para levar a bom termo a edificação das forças armadas regionais em particular e o trabalho militar regional em geral, importa «reforçar a direção das instâncias do Partido sobre o trabalho militar regional, consolidar os organismos militares regionais, forcar um contingente de quadros militares regionais». Os organismos militares regionais devem estar à altura das tarefas militares de cada região, devem poder servir de estado-maior junto da correspondente instância do Partido para o impulso a dar ao trabalho militar, devem dirigir e comandar as tropas regionais, tanto na edificação como no combate e devem dirigir as forças armadas de massa na região.

Importa melhorar o nível da direção-geral e particularmente do trabalho militar regional, em função dos imperativos da defesa atual e futura na região e das potencialidades novas e crescentes da construção e do desenvolvimento da economia regional.

Para que o exército domine o equipamento e a técnica modernos, para que conheça a fundo os princípios da arte militar e os aplique com talento e para que possua uma elevada capacidade combativa, convém dar a necessária importância à «instrução militar». É um trabalho da máxima importância, permanente, na edificação do exército tanto em tempo de paz como em tampo de guerra, para aumentar as capacidades de combate e para o manter sempre em condições de combater.

A instrução militar visa, em última análise, vencer o inimigo. Assim, «deve corresponder às tarefas e à linha militar, aos imperativos da arte militar, à situação real do inimigo e à nossa em cada período determinado». Deve obedecer plenamente ao princípio de fazer com que o exército assimile tudo o que a guerra dele exige, de o formar em todos os aspectos: combatividade, sentido de organização e de disciplina, estilo de combate, técnica, tática, resistência física, etc., devendo aperfeiçoar constantemente esta formação para que possa responder cada vez melhor às realidades práticas do combate e exaltando o espírito de ofensiva, a coragem, a determinação, a habilidade e o espírito inventivo dos quadros e combatentes.

Para dar resposta aos imperativos da guerra moderna há que, a partir de um perfeito conhecimento das regras de operacionalidade e da arte militar do nosso exército, instruir os quadros e combatentes de modo a que «conheçam e utilizem completamente todos os equipamentos e técnicas modernas e assimilem e apliquem corretamente os princípios operacionais, táticos, e os princípios de organização e comando de ações coordenadas de diversas forças e armas». Há que formar o exército para o tornar apto a aplicar «diferentes tipos de combate», a ser tão hábil na ofensiva como na defensiva, na guerra móvel e no ataque a pontos fortificados, nas operações coordenadas e nas ações isoladas, nas batalhas de qualquer envergadura, em qualquer terreno, em qualquer altura e nas mais complicadas circunstâncias. O nosso exército deve ser capaz de vencer o inimigo, quer faça uso de armas clássicas, quer se arrisque a empregar o arsenal nuclear ou químico.

Para poder executar com êxito as ações concertadas, deve ser «forte em todas as suas estruturas», desde o nível do comando às unidades de base, em todos os escalões, ramos e secções. Para isso, terá que assegurar uma boa formação em cada escalão operacional e em cada escalão tático, uma boa instrução ao combatente individual e às formações pequenas ou grandes, uma boa formação dos órgãos de comando, das unidades de combate e das unidades de apoio. É preciso controlar bem «a instrução dos quadros e órgãos de comando e o trabalho de construção de unidades de base fortes e aguerridas».

Deve-se fazer com que o exército siga de perto a evolução da situação do inimigo sob todos os aspectos, com que esteja sempre preparado para derrotar qualquer novo processo de guerra que este utilize. É preciso dar especial relevo ao estudo e ao desenvolvimento criador da rica experiência de combate do nosso exército, estudando ao mesmo tempo e de um modo selectivo e criador a dos exércitos dos países socialistas irmãos.

Tanto na guerra como em tempo de paz, é perigoso contentarmo-nos com os êxitos obtidos e deixarmos estagnar a arte militar. É, pois, preciso «coordenar estreitamente o estudo da ciência militar com a instrução militar», desenvolver e melhorar constantemente a arte militar, dar especial importância à síntese das nossas experiências em matéria de instrução, aperfeiçoar o conteúdo e os métodos de instrução, pôr o exército em condições de aplicar em qualquer circunstância a sua excelente arte militar e grande capacidade combativa, com vista a vencer o inimigo.

Para se conseguir uma boa edificação de um exército do povo regular e moderno, importa resolver uma questão-chave: a formação de «um contingente de quadros forte e poderoso sob todos os aspectos».

Esse contingente deve ser qualificado, dispor de efetivos suficientes e satisfazer os imperativos cada vez maiores das tarefas revolucionárias. Deve refletir o contínuo crescimento do exército e compreender um sólido núcleo de forças de reserva e de substituição. Terá estruturas completas e equilibradas, compreendendo ao mesmo tempo quadros de direção e de comando, quadros especializados, técnicos, quadros superiores e quadros de base, quadros do exército regular e das tropas regionais, quadros no ativo e na reserva que possam dar resposta às exigências do tempo de paz e do tempo de guerra e às exigências imediatas e futuras das diversas forças e armas do nosso exército.

Para conseguir formar tal contingente de quadros, importa, em primeiro lugar, dominar e observar sempre escrupulosamente «a linha do Partido em relação aos quadros», que é nesta matéria a própria linha da classe operária. O carácter de classe que deve marcar esse contingente é uma questão fundamental desta linha. O modo, satisfatório ou não, como a questão for resolvida reveste-se de um alcance considerável: dele dependerá o nosso exército ser ou não capaz de manter e elevar a sua natureza revolucionária, de ser firme e sólido em quaisquer circunstâncias, de aumentar o espírito de ofensiva e o heroísmo revolucionário.

Em qualquer situação, deveremos conhecer bem esta linha e observar estritamente a orientação de classe e os critérios políticos definidos pelo Partido para cada fase revolucionária. Nas condições de uma sociedade em que ainda existem classes, em que existe um exército e que está em guerra, é preciso ter sempre presente este princípio: não descurar nunca o carácter de classe na edificação do contingente de quadros para as forças armadas.

Como quadros de um exército revolucionário regular e moderno, devem «possuir uma sólida base política, um excelente nível de conhecimentos políticos, militares, especiais e técnicos e uma cultura cada vez mais elevada. A qualificação dos nossos quadros deve-se materializar na sua capacidade para cumprir qualquer tarefa de combate ou de trabalho que lhes seja confiada pelo Partido».

Em primeiro lugar, devem ser de uma fidelidade a toda a prova ao Partido, à obra revolucionária do proletariado, ao ideal comunista. Devem estar animados de um patriotismo ardente, de uma devoção sem limites ao povo e à Pátria, de puros sentimentos revolucionários, de um poderoso espírito de ofensiva revolucionária, de uma vontade firme de combater e vencer, de um ódio implacável ao inimigo, de heroísmo em combate, de dedicação ao trabalho, de um elevado sentido de organização e disciplina, de um bom estilo de combate e de trabalho, não temendo provas nem sacrifícios, devem ser corajosos e resolutos, engenhosos e inventivos, executando com êxito todas as tarefas e em quaisquer circunstâncias.

Os nossos quadros devem atingir um elevado nível de conhecimentos nos domínios político, militar, científico e técnico, adquirir os conhecimentos indispensáveis em matéria de economia, capacidade de direção e de comando, de organização e de ação. Deverão desenvolver estudos de modo a assimilarem completamente os princípios do marxismo-leninismo quanto aos problemas da guerra e do exército, as linhas política e militar e a ciência militar do Partido, de modo a aprenderem as tradições e a experiência de guerra do nosso povo, a conhecerem mais a fundo o inimigo, a assimilarem de maneira seletiva e criadora a experiência dos países socialistas irmãos e as novas realizações da ciência militar mundial. É-lhes requerido um esforço paciente na elevação do seu nível cultural, científico e técnico, das suas capacidades de gestão e instrução do exército, de direção, de comando e de organização das ações coordenadas entre diversas forças e armas.

A edificação do exército popular regular e moderno exige «um contingente de quadros, tecnicamente peritos e politicamente seguros», que possam servir de núcleo na utilização, gestão, aperfeiçoamento e invenção dos equipamentos e técnicas modernas. Deve compreender todos os ramos indispensáveis e qualificações profissionais variadas: quadro médio, superior, engenheiro-chefe e investigador; deve dominar a ciência e a técnica modernas, aplicá-las de modo criador para resolver o melhor possível os problemas técnicos do nosso exército e, ao mesmo tempo, contribuir para a edificação da ciência e da técnica do nosso país. Devemos ter um «contingente de investigadores», conhecedores do marxismo-leninismo, da ciência militar, da prática da revolução e da guerra revolucionária no nosso país..., que possam servir de espinha dorsal do estudo e desenvolvimento da teoria e da ciência militares.

Em matéria de quadros técnicos do exército popular, não podemos omitir os «reservistas». O seu papel é idêntico ao das forças de reserva do exército na guerra. Por isso, a sua formação deve ser paralela à edificação do contingente de quadros do ativo do exército, para constituírem um potencial. Os seus efetivos serão suficientes, bem qualificados, estruturados e equilibrados, para poderem dar resposta, em qualquer momento, a necessidades de alargamento do exército, das suas diversas forças e armas. É necessário assegurar uma boa gestão dos quadros militares desmobilizados e, ao mesmo tempo, dar uma instrução conveniente aos reservistas, regulamentar a inscrição, o recenseamento e a mobilização nos diversos ramos de atividade, organismos do Estado, empresas e fábricas, escolas, etc., e nas forças armadas populares.

As leis do desenvolvimento da revolução e das forças armadas revolucionárias determinam que o nosso Partido «associe estreitamente os quadros veteranos e os jovens quadros». Será preciso aperfeiçoar os primeiros, que têm uma experiência rica, e, ao mesmo tempo, formar, aperfeiçoar e promover largamente os segundos, que foram forjados no combate e no trabalho, que possuem aptidões e virtudes revolucionárias e um belo e longo futuro no exército.

Para formar um tal contingente de quadros, poderemos recorrer a várias viató forjá-los no combate e no trabalho, formá-los e aperfeiçoá-los nas escolas ou cursos noturnos, mantendo-os ao mesmo tempo nas suas funções normais... Tanto no imediato como no futuro, o «sistema de escolas» do exército desempenha um papel primordial, importa reforçá-lo e consolidá-lo: institutos, faculdades e escolas de formação e reciclagem organizadas pelas diversas forças e regiões militares.

Paralelamente à edificação de um exército popular regular e moderno, importa alargar em toda a parte as numerosas e poderosas forças armadas de massa e desenvolver nos campos e nas cidades milícias camponesas e de autodefesa com efetivos consideráveis, com uma qualidade cada vez maior, com um poder combativo sempre crescente, de acordo com o avanço na construção do socialismo em todos os planos no nosso país e com os imperativos cada vez mais exigentes das condições modernas da guerra do povo e da guerra de defesa da Pátria socialista.

Estas forças devem servir de estrutura a todo o povo para a defesa das regiões na própria base e devem desempenhar plenamente o seu papel de elemento de choque no desenvolvimento económico e constituir importantes reservas para o exército popular. Formarão a base firme para a defesa nacional por todo o povo e para a guerra do povo. Juntamente com o exército popular, formam uma poderosa força armada do Estado socialista, capaz de derrotar hoje o imperialismo americano e no futuro qualquer agressor, de executar as tarefas que lhe sejam confiadas pelo Partido e pelo povo, da salvaguardar as conquistas da revolução e de defender a soberania, a integridade territorial e a segurança da Pátria.

A intensificação em todas as circunstâncias da edificação de grandes e poderosas forças armadas de massa, em tempo de guerra e em tempo de paz, é uma concretização da «elevada vigilância revolucionária do nosso povo». Na resistência atual, é necessário para contribuir para a defesa e construção do Norte socialista e para fazer fracassar todos os atos e manobras do imperialismo americano. Mais tarde, quando esta longa e dura resistência tiver terminado vitoriosamente, quando o nosso povo tiver conquistado a independência e a liberdade plenas e se tiver lançado na reconstrução do país em paz, as forças armadas permanentes poderão ser reduzidas, aumentando-se em contrapartida as forças armadas de massa para estarmos preparados para enfrentar qualquer eventualidade, coordenando-se estreitamente a edificação económica e a defesa nacional, a reconstrução do país e a preparação da sua defesa.

Como todos sabemos, as forças armadas de massa constituem um dos dois componentes fundamentais da organização militar do nosso Estado, constituindo as milícias populares um dos três elementos das forças armadas populares. Como organização armada revolucionária do Partido, as milícias devem ser edificadas segundo a linha, o ponto de vista e os princípios comuns da edificação das forças armadas revolucionárias. Trata-se de uma questão de princípio que cuidamos sempre de não negligenciar. Como organização armada ligada à produção e cujos membros são ao mesmo tempo civis e soldados, as milícias não se .incluem nas forças armadas permanentes e distinguem-se do exército regular e das tropas regionais. É preciso vermos bem estas diferenças para conseguirmos estimular vigorosamente a edificação das forças armadas de massa e para que as milícias populares desempenhem plenamente o seu eminente papel estratégico.

«As milícias populares, amplas forças armadas de massa, concretizam de forma concentrada e direta o carácter de massas da organização militar do. Estado proletário», carácter nascido da libertação da classe operária, tal como Engels previu. É a força armada mais direta e estreitamente ligada às forças políticas. Vai buscar o seu poder combativo à força das massas na base, em cada localidade. É por isso que é da maior importância desenvolver os seus efetivos e mobilizar ao máximo as forças políticas locais.

«Como força armada não destacada da produção, participa nela diretamente, ao mesmo tempo que combate para a defender, para defender a vida e os bens da população». Todas as suas atividades militares estão intimamente ligadas às atividades produtivas, económicas e culturais. A fonte do seu poder reside em todos os domínios da organização da produção. No campo, o poder combativo das milícias camponesas marcha lado a lado com o vigor das cooperativas e nas cidades e zonas industriais, o poder combativo das milícias de autodefesa liga-se ao poder em todos os planos das fábricas, empresas, obras, etc. Consequentemente, na criação das milícias é preciso sempre «coordenar estreitamente as exigências da produção com as exigências do combate, as exigências da economia com as da defesa nacional». Se se fugir a este princípio, essa edificação não poderá resultar bem, faltará poder combativo às milícias.

«As milícias populares são as forças armadas mais diretamente ligadas à base, às localidades». São o instrumento essencial da violência do poder popular na base, organizado e dirigido pelas instâncias locais do Partido. Edificadas segundo as condições particulares de cada base, de cada localidade, as milícias crescem e combatem nela. O seu valor combativo deve-se concretizar em primeiro lugar na sua aptidão para cumprir as missões locais de combate e produção. Ao criá-las, devemos basear-nos necessariamente nas tarefas de combate e produção de cada localidade, de cada base, bem como na sua estrutura real dos pontos de vista político, económico, militar, geográfico... para tomarmos diretivas e medidas apropriadas, evitando cair no estereotipado, no mecânico.

«As milícias populares combatem essencialmente em ordem dispersa, praticam a guerrilha, encobrem-se na população, no solo, combatem nos seus próprios locais de produção e de habitação». Cansam as forças do inimigo, aniquilam-nas por pequenas frações e defendem diretamente a vida e os bens da população local. Concebemos a sua edificação de um modo que não pode ser decalcado maquinalmente da edificação do exército regular e das tropas regionais, que constituem formações concentradas e operam a um nível diferente, em ordem unida e de modo regular.

«No Vietnam do Norte, atualmente, as milícias populares estão organizadas a partir da base do regime socialista, que constantemente se consolida e reforça». Isto requer um perfeito conhecimento das características deste regime no que respeita às relações de produção, estrutura das classes sociais, etc., para que se possa tirar o melhor proveito da sua incontestável superioridade nos planos político, moral e organizativo, das novas possibilidades da base material e técnica, do desenvolvimento do homem novo na classe operária e no campesinato coletivista, para que se possa imprimir um constante e vigoroso avanço na edificação das milícias populares.

Em primeiro lugar, é preciso assegurar a ampla extensão numérica dos seus «efetivos». É um imperativo cuja importância na organização das forças armadas de massa nunca é demais sublinhar. Lenine dizia:

«A vitória da revolução depende do número das massas proletárias e camponesas que se erguem para a defender».

Graças à superioridade do regime socialista, estamos perfeitamente em condições de agregar enormes massas nas organizações locais de combate ou de serviço do combate, de elevar ainda mais a proporção dos milicianos relativamente à população a fim de fazer das milícias uma vasta organização militar do povo trabalhador. Preconizamos uma educação militar generalizada, com vista a levar todas as camadas da população, jovens e velhos, rapazes e raparigas, a adquirirem a necessária e adequada preparação militar, permitindo-lhes participar de acordo com os seus desejos na luta contra o inimigo.

Estamos determinados a fazer com que o inimigo— se arriscar desencadear uma guerra de agressão total contra o nosso país — depare com a réplica, não de algumas centenas de milhar ou de alguns milhões, mas de dezenas de milhões de pessoas, do nosso povo erguido em toda a parte, da montanha à planície, da região média à costa, do campo à cidade, em ligação estreita com o exército popular, atacando em qualquer local, por todos os processos e com todas as espécies de armas.

A potência das forças armadas de massa sob o regime socialista não reside somente no número dos efetivos, mas, também na «qualidade», na organização, armamento, métodos de combate... e, acima de tudo, na «força político-moral». É preciso, portanto, dominar os princípios do Partido referentes à organização das forças armadas revolucionárias e levá-los à prática na edificação das milícias populares.

É preciso consolidar e reforçar a direção do Partido nas milícias populares, dar a máxima importância ao trabalho político e possuir a linha de classe e os critérios políticos de organização, a fim de as tornar um instrumento eficaz da ditadura do proletariado na base. A sua consciência política está diretamente ligada à do povo trabalhador. A sua educação política não pode ser dissociada da do povo trabalhador da localidade, da base, e deve ser promovida simultaneamente pelas organizações do Partido, organizações de massa, organismos de poder, bases da produção e organismos militares locais.

Quanto ao conteúdo da educação política e ideológica, para além das noções comuns a todo o cidadão, ensinar-se-ão às milícias as tarefas das forças armadas revolucionárias em geral e das milícias em particular, bem como as tarefas militares locais. Elevar-se-á a sua vigilância revolucionária, vontade de defender a Pátria e espírito de sacrifício para a defesa da vida e dos bens da população na cidade, no bairro, na cooperativa e na fábrica..., para a defesa do poder popular e da localidade, e a sua consciência de serem coletivamente os responsáveis pela defesa e edificação do país.

Quanto à sua «organização», devem-se edificar ao mesmo tempo as milícias camponesas, as milícias de guerrilha no campo e nas cooperativas e a autodefesa, a autodefesa de choque nas cidades, zonas industriais, obras, unidades agrícolas do Estado, organismos de poder e escolas. À medida que se for desenvolvendo a construção do socialismo, aumentará o número de zonas industriais e de novas regiões económicas; não cessará de aumentar a proporção de operários, quadros, funcionários e povo trabalhador das cidades no conjunto da população. Ao mesmo tempo, os campos sofrerão muitas mudanças: serão consolidadas as relações de produção e reforçadas as bases materiais e técnicas nas cooperativas agrícolas: crescerá a classe dos camponeses coletivistas.

Neste contexto, a autodefesa desempenhará um papel cada vez mais importante ao lado das milícias camponesas e será evidente a necessidade de «criar as milícias de autodefesa paralelamente às milícias camponesas». As primeiras devem traduzir o desenvolvimento em todos os planos e o poder combativo da classe operária e do povo trabalhador das cidades, traduzindo as segundas os da classe dos camponeses coletivistas e dos campos no Norte socialista.

O nosso país compreende uma região montanhosa, uma região média, um delta, uma zona costeira, extensos campos, cidades e centros industriais. Cada região ocupa uma posição de importância variável nos planos político, económico e estratégico e tem as suas particularidades dos pontos de vista geográfico, demográfico, de tradições, costumes, hábitos e potencialidades... Teremos que «partir destas particularidades regionais para traçar as tarefas e a orientação apropriadas a cada região para a edificação das forças armadas de massa». Naturalmente que esta edificação varia da região montanhosa para o delta, da costa para o interior, dos campos para a cidade e para o centro industrial, ao longo das vias estratégicas. .. Só nestes termos conseguiremos que as milícias populares utilizem completamente os recursos próprios de cada região em homens, equipamentos e armas e os recursos logísticos locais de modo a tornarem-se «forças locais aguerridas, habituadas a combater e a servir o combate nas condições particulares de cada região», desempenhando o papel de ponta de lança da guerra do povo na base e de força de choque na construção e incremento da economia local.

As milícias populares executam, ao mesmo tempo, tarefas militares e na produção ou qualquer outro trabalho no aparelho de Estado. Assim, na sua edificação, há que ter em conta todas as condições da produção, do trabalho, do estudo, da vida da população, e apoiar-se nas^bases da produção: brigadas de produção e cooperativas agrícolas, fábricas, obras, unidades agrícolas do Estado, serviços públicos, escolas, aldeias e comunas, bairros... Somente nestas condições «será possível que as milícias populares aliem estreitamente o combate, a produção e o trabalho» em quaisquer circunstâncias, em tempo de guerra ou de paz.

Importa explorar e tirar o máximo de vantagens das possibilidades existentes e sempre crescentes dos diversos ramos da economia nacional e de outros ramos de atividade da sociedade, «organizar e utilizar racionalmente as suas forças de milícias» a fim de elevar a capacidade combativa destas, de lhes permitir combater e servir o combate eficazmente. Nos anos de resistência à guerra americana de destruição sistemática, formou-se progressivamente, nas cidades e centros industriais, a autodefesa em diversos ramos: construções mecânicas, construção civil, comunicações, correios e telecomunicações, assistência médica, atividades fluviais e marítimas, etc. A experiência mostra que, se se souber aproveitar a competência técnica, a qualificação profissional de cada ramo, se pode «especializar as milícias e traçar uma orientação para a sua edificação, correta utilização e organização e para uma repartição racional do trabalho». Isto dará às forças armadas de massa novas e consideráveis potencialidades, torna-las-a aptas a dar resposta aos novos imperativos da guerra moderna, a coordenar eficazmente a sua ação com a das tropas regionais e do exército regular e a combater nas fileiras das diversas forças e armas do exército popular.

Quanto ao «equipamento», partindo das exigências do combate, da topografia... temos que «dotar gradualmente as milícias de guerrilha e as milícias de autodefesa de choque com um certo número de armas e meios de guerra relativamente modernos e adequados e, ao mesmo tempo, é preciso fazer um esforço para aumentar e melhorar as suas armas rudimentares». A revolução técnica no Norte do nosso país com vista a construir as novas bases materiais e técnicas do socialismo e a mecanizar o trabalho artesanal confere desde já um conteúdo novo à diretiva «equipar-se com os meios existentes». Se, antes, a execução desta diretiva pelas milícias se ligava geralmente e no essencial a uma técnica rudimentar, hoje, tende a aproveitar cada vez mais a técnica moderna. Tendo em vista as novas possibilidades das regiões na época atual, devemos utilizar ao máximo as armas e meios relativamente modernos que estejam disponíveis para equipar as forças de choque das milícias. No entanto, teremos o cuidado de não subestimar as armas e meios rudimentares ou improvisados.

A prática da guerra de longa duração no nosso país mostrou que as armas e meios rudimentares são bastante eficazes, possuem um grande poder que permite ao conjunto da população combater o inimigo com processos muito variados e engenhosos, numa guerra de autodefesa no nosso próprio território. Por outro lado, um país, por muito industrializado que seja, não pode de fato fornecer o número de armas suficiente para toda a população. É por isso que a ponta de lança das forças armadas de massa dispõe de armas e meios de guerra novos, mais modernos, enquanto que a grande maioria da população deve empregar todas as espécies de armas e meios rudimentares, improvisados e melhorados. Proceder de outro modo seria limitar o armamento da população, das amplas massas.

Devemos continuar a impulsionar «a organização e desenvolvimento das equipas, grupos e unidades especializadas nas milícias». É uma etapa necessária da elevação do poder combativo das milícias nas condições de uma guerra moderna, quando o seu equipamento pode ser cada vez mais aperfeiçoado e aumentado e ao mesmo tempo que o nosso povo prossegue a industrialização socialista do país, edifica as bases materiais e técnicas do socialismo.

Graças às justas diretivas do Partido durante os anos de resistência à guerra americana de destruição sistemática, surgiram nas milícias equipas com metralhadoras e artilharia anti-aérea, de artilharia de terra, engenharia, transmissões e guerra anti-química e as unidades de fogo foram equipadas com morteiros e outras armas modernas. Melhorou-se claramente a eficácia das milícias no combate ou no serviço de combate. Em numerosas localidades, abateram aviões americanos, incendiaram navios de guerra, aniquilaram rapidamente comandos inimigos, manejaram com mestria meios de guerra modernos e relativamente modernos. Contribuíram de modo apreciável para despoletar e destruir as bombas, minas e torpedos modernos dos americanos. Repararam e construíram estradas, pontes, canais e campos de aviação, fizeram diversas obras, fabricaram meios técnicos modernos para as nossas unidades de DCA, foguetes, transmissões, engenharia, marinha, etc.

Esta realidade permite-nos afirmar que no Norte socialista as milícias são perfeitamente capazes de utilizar corretamente as armas e meios de guerra modernos para aniquilar o inimigo e aguentar o combate. No futuro, estas capacidades desenvolver-se-ão ainda mais, graças à constante elevação do nível cultural, técnico e organizativo do nosso povo e ao importante contingente de quadros e combatentes desmobilizados do exército popular, que constituem em toda a parte o núcleo das forças armadas de massa.

Devemos atribuirr grande importância à «instrução militar» das milícias populares e de toda a população. Estudar, aprofundar e definir o conteúdo e o método de instrução apropriados aos nossos métodos de guerra, à nossa arte militar, às exigências do combate em cada região, em função da situação, do adversário a combater e das condições concretas da organização, do equipamento, da produção e do trabalho das milícias. É preciso incutir-lhes uma grande vontade de ofensiva, fazer com que assimilem a teoria operacional e os métodos de combate da guerrilha nas novas condições e fazer com que adquiram um bom nível técnico e tático especializado, correspondente aos imperativos do combate na região. Fazer com que adquiram um conhecimento perfeito dos lugares e a capacidade de combater tanto isoladamente como em cooperação com outras forças armadas que operam na região. A sua instrução militar deve ser aliada à produção e, nos ramos em que as condições forem propícias, as capacidades de combate e de serviço do combate elevadas paralelamente às capacidades de produção. Devemos considerar os métodos de guerra das milícias como uma arte, um aspecto importante da nossa ciência militar e sintetizar a partir deles a experiência de guerra das forças armadas de massa nas duas zonas do país, estudando os métodos de edificar e desenvolver a sua arte de guerra.

A par com a instrução das milícias e da reserva, «atribuímos grande importância aos estudos militares no Partido e à educação generalizada do povo». Os nossos antepassados, para criarem uma tradição nacional do espírito guerreiro com vista a assegurarem a defesa do país, durante vários séculos de independência, praticaram diversas formas de competição: concursos de boxe, luta, tiro de arco, esgrima, etc. Atualmente, devemos caminhar no mesmo sentido, promulgar a educação militar generalizada para elevar a consciência do povo relativamente à defesa nacional, elevar as suas capacidades militares e exaltar a tradição do espírito guerreiro. «Impulsionar vigorosamente a educação física e os desportos militares», dando-lhes um conteúdo cada vez mais variado, em função das exigências da guerra do povo num contexto moderno. «Difundir os conhecimentos militares» entre a população, sob formas variadas, apropriadas a cada idade, em primeiro lugar junto da juventude dos dois sexos, «desenvolver progressivamente os grupos de estudo das questões militares»: clubes de aeronáutica, transmissões, química, etc., e impulsionar «o movimento associativo» das organizações populares e unidades do exército.

Um exército regular moderno tem absoluta necessidade de dispor de reservas poderosas e bem organizadas. As forças armadas de massa constituem ótimas reservas para o exército do povo. «A organização e gestão das reservas» têm grande importância em tempo de guerra para completar os efetivos do exército e, em tempo de paz, para preparar o país para qualquer eventualidade. Devem ser bem constituídas de um duplo ponto de vista, quantitativo e qualitativo, devendo estar aptas a engrossar e completar os efetivos da infantaria e de outras forças e armas do exército do povo. Para a sua edificação e gestão são necessários «uma política, um regime e um plano». É preciso dar suficiente importância ao registo e gestão dos militares desmobilizados mas ainda aptos como força de reserva. Deve ser estabelecido um plano para as manobras e mobilização, a fim de restabelecer e aumentar rapidamente e em caso de necessidade os efetivos das forças armadas. Instaurar um «regime adequado de instrução» que permita que os quadros e combatentes na reserva acompanhem de perto o desenvolvimento do exército e da ciência militar modernos, progridam ao mesmo ritmo, desempenhem plenamente o seu papel de núcleo nas forças armadas locais e se reintegrem no exército em caso de necessidade. Prestar a maior atenção à gestão e instrução dos reservistas que são quadros dos organismos de Estado e também aos estudantes, distribuindo-os da maneira mais vantajosa: «tais reservas pertencentes a determinado ramo e localidade, em complemento de determinada arma, forças e tropas regulares, pertencendo à guarnição de determinada localidade». Assim, o corpo de engenharia vai buscar as suas reservas aos serviços de construção, as transmissões aos correios e telecomunicações, o serviço médico militar à assistência médica, a marinha às empresas fluviais ou marítimas na população costeira ou ribeirinha. Deste modo, os quadros e combatentes reincorporados no exército dominarão rapidamente as técnicas e especialidades da sua arma. Uma vez desmobilizados, regressarão aos antigos serviços, onde servirão não somente de núcleo das forças armadas de massa, mas também graças às suas capacidades técnicas especializadas, servirão a promoção da produção e a elevação da produtividade do trabalho. Conseguem-se assim vantagens tanto para a luta armada como para a edificação, tanto para a economia como para a defesa nacional,- quer em tempo de guerra quer em tempo de paz.

Do ponto de vista do nosso Partido, armar as massas não significa unicamente organizar, educar, treinar e equipar largas massas, mas ainda «edificar ativamente a retaguarda sob todos os pontos de vista: político, económico e de defesa nacional, construindo em cada região, na base, uma plataforma sólida para a guerra do povo».

Na guerra do povo, o poder da retaguarda em todo o Norte e em cada região está dependente do sucesso da construção do socialismo. Portanto, devemos empenhai-nos na tripla revolução — das relações de produção, da técnica e da ideologia e cultura — para que as regiões se tornem cada vez mais seguras politicamente, economicamente prósperas e fortes no domínio da defesa nacional. Ao imprimir um vigoroso ímpeto à economia regional, não podemos esquecer o estabelecimento de um plano de «coordenação estreita entre a edificação económica e o reforço da defesa nacional em todos os ramos»: agricultura, indústria, transportes e comunicações, correios e telecomunicações, assistência médica, cultura, construção, etc.

É preciso impulsionar «a criação dos sistemas de aldeias, grupos, bairros e sectores de resistência», que permitam enfrentar qualquer eventualidade em tempo de guerra, beneficiando em tempo de paz as atividades de produção e as outras atividades da população. Constituem sólidas posições ofensivas e defensivas para as nossas três categorias de tropas, pontos de apoio seguros para a população no combate e no prosseguimento de uma guerra encarniçada.

Devemos preparar-nos gradualmente para fazer face ao eventual emprego da arma nuclear pelo inimigo. A edificação das aldeias, comunas e bairros de combate deve compreender todos os domínios: possuir uma sólida organização do Partido, forças políticas de massa e milícias camponesas e de autodefesa numerosas e poderosas, transformar o terreno, traçar planos de combate e proceder ao treino das forças armadas regionais e de toda a população. Deve-se preparar eficazmente esse trabalho, transformando cada lugar, aldeia ou bairro numa fortaleza para a guerra do povo na base, e cada província numa unidade estratégica para a defesa nacional por todo o povo.

Na organização das forças armadas de massa, paralelamente ao reforço da direção do Partido a nível local e da direção concreta do organismo militar local, põe-se uma questão da máxima importância: «criar um sólido contingente de quadros para as forças armadas de massa, milícias camponesas e de autodefesa». Este contingente deve corresponder ao crescente desenvolvimento das forças armadas de massa do ponto de vista de efetivos, capacidade, organização e equipamentos e arte de combater, devendo satisfazer as exigências cada vez maiores e mais complexas do reforço da defesa nacional e da guerra do povo na base.

Os quadros das milícias populares não são retirados da produção, acumulam as suas tarefas de produção com as tarefas militares, executam trabalho e combatem em ligação com a atividade de produção, com as atividades do povo na base. Na sua organização, há que atribuir a maior importância «à qualidade, extrato social e a critérios políticos». Para além da qualidade política comum aos quadros das forças armadas revolucionárias, os quadros das milícias populares devem estar bem cientes da linha e das tarefas políticas e militares do Partido e das tarefas económicas e militares da localidade, devem estar determinados a executar qualquer resolução da instância local do Partido, qualquer ordem do organismo militar, qualquer instrução da administração local, qualquer instrução ou ordem do escalão superior. Devem possuir o nível necessário de conhecimentos militares e conhecer a situação política, económica e cultural da localidade, toda a situação na base, e saber coordenar com eficácia o trabalho militar e o trabalho económico ou qualquer outro trabalho. Devem ser capazes de auxiliar a instância do Partido a assegurar a direção concreta em matéria militar, devem poder dirigir e comandar, organizar a eficaz realização das tarefas de edificação e de combate, de auxílio de combate, de ajuda à frente, de instrução militar generalizada da população, de organização das reservas e de execução das diversas tarefas políticas na retaguarda(7), bem como qualquer outro trabalho decorrente do reforço da defesa nacional na localidade.

No decurso dos diversos movimentos revolucionários na localidade, das realidades do combate e do trabalho, escolher-se-ão os elementos de elite a transformar em quadros. Para possuírem um viveiro de quadros, as milícias populares efetuarão este trabalho em correlação com a edificação das organizações do Partido e das organizações de massa na localidade. É necessário repartir bem o trabalho entre os quadros, utilizá-los de modo racional, criar as condições que lhes permitam assumir responsabilidades bem definidas, acumular experiências e expandir as suas capacidades para cumprirem com êxito todas as tarefas que competem à localidade.

Importa assimilar e resolver corretamente estas questões, assegurando um grande desenvolvimento numérico das milícias populares juntamente com a constante elevação da sua qualidade sob todos os aspectos: político e ideológico, de organização, equipamento, instrução, edificação da retaguarda, reciclagem dos quadros... Procedendo deste modo, estaremos pondo em prática os ensinamentos do venerado Tio Ho: «cada habitante é um valoroso combatente, cada aldeia, comuna ou bairro urbano é uma fortaleza, cada cooperativa ou empresa é uma base logística para a guerra do povo, o país transforma-se num campo de. batalha unificado para aniquilar qualquer agressor.

O nosso povo vive atualmente os momentos mais gloriosos da sua história, a era da independência, da liberdade e do socialismo, com a sua luta vitoriosa, conduzida com heroísmo e uma grande habilidade estratégica e tática contra a mais brutal das forças de agressão, o imperialismo americano, com o trabalho criador para edificar um novo regime social.

A nossa resistência atual, recorda-nos, com um orgulho legítimo e um elevado sentido da responsabilidade, o conjunto da história da luta heroica do nosso povo contra as invasões estrangeiras, em particular a gloriosa resistência do tempo dos. Trân. O nosso povo enfrentou então o invasor mongol, o inimigo mais temido do Vietname no passado e da humanidade na Idade Média, que tinha posto a ferro e fogo uma grande parte da Ásia e da Europa e apagara do mapa muitos Estados. O nosso povo cumpriu assim de maneira notável a sagrada missão nacional, abriu caminho à derrocada do império mongol e deu uma digna contribuição para a luta dos diversos povos e Estados dessa época contra o invasor estrangeiro.

Atualmente, no novo período da história da humanidade inaugurado pela grande Revolução de Outubro, na época Ho Chi Minh do nosso país, o nosso povo, sob a direção do Partido, combateu e combate brilhantemente o imperialismo americano, o mais brutal e poderoso agressor do nosso país na história contemporânea e também o inimigo n.° 1 de toda a humanidade.

Esta resistência é a maior, a mais gloriosa de toda a história da nação vietnamita contra as invasões estrangeiras. É considerada o centro e a frente da luta dos povos contra o imperialismo, americano.

O nosso povo está plenamente consciente da sua sagrada missão nacional, bem como da sua elevada responsabilidade internacional. Estamos determinados e temos as forças necessárias para vencer totalmente o agressor, libertar o Sul, defender o Norte, progredir para a reunificação pacífica do país e marcar uma viragem no processo histórico de derrota do neocolonialismo americano, contribuindo dignamente para a luta revolucionária dos povos do mundo inteiro.

O segredo dos sucessos do nosso povo reside «no patriotismo de todos, na multiplicação do poder de todo o país, na mobilização de toda a nação, todo o país unindo as suas forças, todo o povo combatendo o inimigo, na insurreição geral e na guerra do povo, tendo como espinha dorsal o exército e as forças armadas de massa». A ideia de Trân Quôc Tuân «todo o país unido num esforço comum» e o seu método «todos os habitantes são soldados» que prevaleceram no século XIII, desenvolveram-se constantemente e assumiram um conteúdo cada vez mais rico, uma qualidade cada vez mais elevada e uma força cada vez maior até ao seu apogeu atual, o grande pensamento militar do Presidente Ho Chi Minh:

Atualmente, o nosso povo conta com as linhas política e militar e com a linha internacionalista do Partido, que são linhas justas, independentes e criadoras, conta com um regime social de vanguarda, com forças político-morais, materiais e técnicas sempre crescentes, com a ajuda ativa dos países do campo socialista e com a simpatia é apoio de toda a humanidade progressista. Na nova época, dispomos «do poder invencível da união combatente de todo o povo, de todo o país, de toda a nação, tendo por base o bloco da aliança operário-camponesa sob direção da classe operária». Possuímos enormes forças políticas e armadas. As forças armadas populares compreendem o exército do povo regular e moderno e as amplas e poderosas forças armadas de massa. Levaremos a bom termo, sem dúvida alguma, a nossa elevada missão internacional.

As ideias: «todo o país unido num esforço comum», «fazer de todos os habitantes soldados», «unir todo o povo», «todo o país combate o inimigo», bem como a organização militar: «armar todo o povo», «associar o exército e as forças armadas de massa», constituem um traço original do «pensamento militar vietnamita», pensamento militar de um pequeno país que tem que vencer agressores dos mais poderosos na sua justa luta pela independência e pela liberdade.

«Armar todo o povo, associar o exército do povo e as forças armadas de massa e vice-versa, constituir as forças armadas de massa com base no exército do povo que, por seu turno, lhes serve de núcleo e edificar as três categorias de tropas das forças armadas populares» é o conteúdo principal da linha preconizada pelo Partido para edificar as forças armadas populares e da sua linha militar em geral, da ciência militar vietnamita na época atual. Este princípio de organização é uma criação, um notável sucesso do nosso Partido e do nosso povo. A experiência mostra que na luta revolucionária em geral e na luta armada revolucionária, em particular, quando a linha é justa, permite dar uma solução justa ao problema da organização, fator primordial na vitória.

Este princípio de organização militar é uma arma preciosa do tesouro da experiência dos povos, sobretudo dos pequenos povos agredidos e dominados, que se erguem para combater o imperialismo e o colonialismo, pela independência nacional, pela democracia e pelo progresso social.

Em quaisquer circunstâncias, devemos cumprir firmemente este princípio. Seguimos de perto as realidades da sociedade, da guerra, do desenvolvimento da produção, das ciências e das técnicas Estudamos ativamente e de modo seletivo a experiência dos países socialistas irmãos e dos povos do mundo. No nosso encarniçado combate com o inimigo, baseamo-nos sempre no contexto histórico concreto de cada período ao aplicar a linha militar e os princípios de organização militar do Partido com um espírito criador, desenvolvendo-os continuamente, evitando cair no conservadorismo, no imobilismo, no estereotipado, no mecânico, para elevarmos cada vez mais o poder combativo de todo o nosso povo, desenvolvermos vigorosamente a guerra do povo vietnamita, consolidarmos a defesa nacional e edificarmos forças armadas populares do Vietnam cada vez mais poderosas.

O nosso povo, a nossa nação, estão firmemente decididos a vencer completamente a agressão americana, a construir um Vietnam pacífico, reunificado, independente, democrático e próspero.

Guardarão para sempre a terra legada pelos seus antepassados, preservarão a independência da bem amada Pátria vietnamita.


Notas de rodapé:

(1) Este artigo foi escrito em Março de 1972 (N. do Edit). (retornar ao texto)

(2) V. I Lenine, Obras, Êditions Sociales, Paris, Edições em línguas estrangeiras, Moscovo, 1961, tomo XXXI, p. 137 (retornar ao texto)

(3) V. I. Lenine, op. cit., tomo XXVII, p. 72. (retornar ao texto)

(4) V. I Lenine, op. cit.3 tomo XXXI, p. 137. (retornar ao texto)

(5) V. I. Lenine, Obras (em russo). Edições nacionais políticas e literárias, 4.ª ed., 1950, tomo XXIX, p 226. (retornar ao texto)

(6) V. I. Lenine, «Cartas Militares» (1917-1920), Edições militares — Ministério da Defesa Nacional. URSS, 1956, p 30. (retornar ao texto)

(7) Referentes aos inválidos de guerra, famílias dos com batentes que morreram pela Pátria... (retornar ao texto)

Inclusão 16/02/2013