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“O marxismo ilumina as profundezas e as necessidades interligadas desses grandes abalos
lógicos da sociedade contemporânea, e oferece regras seguras para organizá-los. O marxismo não é, como se
poderia pensar (quando se o ignora), uma coleção de princípios complexos ou de mandamentos a decorar, como
uma gramática ou como um Corão. É um método. E é simples. É o método do realismo integral. A polarização de
todas as ideias, a experimentação de todos os esforços, dirigidos para o solo firme, para o suporte
concreto, para a ossatura — atravessando os misticismos, sejam eles religiosos ou abstratos, os cortejos de
fantasmas e os descarrilamentos no vazio. Nenhuma ideia ou fórmula pairando no ar como se pudesse
sustentar-se sozinha. Karl Marx é o pensador moderno que foi grande o bastante para soprar sobre as nuvens
do céu da filosofia. Esse método incita sempre a remontar até as causas, a descer até as consequências, a
jamais abandonar o real, a fundir estreitamente a teoria à prática: verdade, realidade, vida.”
(Stálin — Um mundo novo visto através de um homem, 1935)
Escritor e militante comunista francês, colocou sua obra a serviço do Internacionalismo Proletário e da luta revolucionária contra, principalmente, a Primeira Guerra Imperialista (1914-1918), onde serviu ao lado do Exército francês na Frente Ocidental por 17 meses desde 1914, sendo ferido diversas vezes. Após a guerra, acaba tornando-se uma das grandes consciências pacifistas críticas do século 20. Marcado duramente pela experiência direta da guerra, denunciou com força inédita a barbárie do militarismo imperialista em sua renomada obra Le Feu (1916), transformando suas memórias em uma literatura política contra o massacre de trabalhadores, ainda preservando uma estilística poética e que denunciava duramente a chacina de uma geração inteira nas Frentes de batalha. Após a guerra e com a ascensão do movimento operário, rompeu definitivamente com o pacifismo e aderiu ao marxismo-leninismo, atuando como intelectual à serviço da classe operária. Foi um grande defensor da Grande Revolução Socialista de Outubro de 1917, se filiando ao Partido Comunista da França (PCF) em 1923, editando o jornal L'Humanité. Até sua morte, foi um militante incansável da solidariedade internacional, utilizando a escrita e o trabalho intelectual e cultural como arma política na luta contra o imperialismo, o fascismo e a reação.
| Obras disponíveis | |
|---|---|
| 1930 - nov | Um apelo da Comissão Internacional de Defesa da União Soviética |
| 1935 - jan | Stálin — Um mundo novo visto através de um homem |
| Textos sobre o autor | |
| Figuras do Movimento Operário: Henri Barbusse — Discurso pronunciado por Jacques Duclos | |
| Textos em espanhol | |
| Seção em espanhol do MIA | |
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