O Muro Divisório

J. V. Stálin

17 de Novembro de 1918


Primeira Edição: Editorial da "Jizn Natzionálnostei", ("A Vida das Nacionalidades"), nº 2, 17 de novembro de 1918.
Fonte: J.V. Stálin – Obras – 4º vol., Editorial Vitória, 1954 – traduzida da edição italiana da Obras Completas de Stálin publicada pela Edizioni Rinascita, Roma, 1949.
Tradução: Editorial Vitória
Transcrição: Partido Comunista Revolucionário
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Fernando A. S. Araújo, setembro 2006.
Direitos de Reprodução: A cópia ou distribuição deste documento é livre e indefinidamente garantida nos termos da GNU Free Documentation License.

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Entre a Rússia socialista e o Ocidente revolucionário criou-se um muro divisório constituído pelas regiões ocupadas.

Enquanto na Rússia há mais de um ano tremula a bandeira vermelha, e no Ocidente, na Alemanha e na Áustria-Hungria, insurreições proletárias explodem com um ritmo que cresce não dia a dia, mas de hora em hora, nas regiões ocupadas, na Finlândia, na Estônia, na Lituânia, na Bielorrússia, na Polônia, na Bessarabia, na Ucrânia, na Criméia, os "governos" burgueses nacionalistas que, por obra e graça dos imperialistas do Ocidente tiveram sua época, continuam a arrastar uma existência miserável.

Enquanto no Oriente e no Ocidente os "grandes" reis e os "poderosos" imperialistas foram mandados para o inferno, nas regiões ocupadas continuam a mandar os míseros "régulos" e os saqueadores de décima sexta ordem, que cometem excessos e violências contra os operários e camponeses, prendendo-os e fuzilando-os.

Além do mais, esses "governos" que tiveram sua época, organizam febrilmente os seus "regimentos nacionais" de guardas brancos, preparam-se para "ações", conspirando com os governos imperialistas ainda não liquidados, elaborando planos para o "alargamento" do "seu" território.

Esses "grandes" reis já derrubados, sombras evanescentes embora ainda em vida, esses "governos" "nacionais" de opereta, que por vontade do destino encontraram-se entre as duas grandiosas labaredas das revoluções do Oriente e do Ocidente, agora se iludem, pensando em extinguir o incêndio da revolução que abrasa toda a Europa, em manter sua existência anacrônica, em fazer girar para trás a roda da história!. . .

Esses míseros "régulos" sonham poder fazer "com um só gesto", com a ajuda de um par de desorganizados "regimentos" de guardas brancos, aquilo que não conseguiram fazer os "poderosos" reis da "grande" Alemanha e da Áustria-Hungria.

Não duvidamos de que as possantes ondas revolucionárias da Rússia e do Ocidente varrerão sem piedade os sonhadores contra-revolucionários das regiões ocupadas. Não duvidamos de que já agora está próxima a época em que os "régulos" dessas regiões terão o mesmo fim que tiveram os seus "poderosos" protetores da Rússia e da Alemanha.

Não temos motivo para deixar de acreditar que o muro divisório contra-revolucionário entre o Ocidente revolucionário e a Rússia socialista será finalmente derrubado .

Já apareceram os primeiros sintomas da revolução nas regiões ocupadas. As greves na Estônia, as demonstrações na Letônia, a greve geral na Ucrânia, a generalizada fermentação revolucionária na Finlândia, na Polônia, na Letônia, são os primeiros prenúncios. Não é preciso dizer que revoluções e governos soviéticos são de esperar em futuro próximo, nessas regiões.

Ameaçadora e poderosa avança no mundo a revolução proletária. Diante dela, baixam a cabeça, amedrontados e trêmulos, os ex-"senhores" do mundo no Oriente e no Ocidente, deixando cair as velhas coroas. As regiões ocupadas e os seus míseros "régulos" não podem representar uma exceção.

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pcr
Inclusão 09/02/2008