Não há Leviatã que vos salve
Teses para uma teoria crítica do Estado

Robert Kurz

Dezembro de 2010


Primeira Edição: ES RETTET EUCH KEIN LEVIATHAN. Thesen zu einer kritischen Staatstheorie. Erster Teil in revista EXIT! Krise und Kritik der Warengesellschaft, 7 (12/2010) [EXIT! Crise e Crítica da Sociedade da Mercadoria, nº 7 (12/2010)], ISBN 978-3-89502-310-1, 272 p., 13 Euro, Editora: Horlemann Verlag, Grüner Weg 11, 53572 Unkel, Deutschland, http://www.horlemann-verlag.de.

Fonte: http://www.obeco-online.org/robertkurz.htm

Tradução: Boaventura Antunes e Lumir Nahodil

Transcrição e HTML: Fernando Araújo.


Índice

Primeira parte

Nota prévia

1. O Estado como "última instância" e as formas de desenvolvimento da crise capitalista mundial

2. A insuficiência da teoria do Estado e o debate sobre a teoria radical da crise

3. Desenvolvimento capitalista e historicidade da teoria. A "herança" do iluminismo burguês afirmativo na esquerda da modernização

4. A teoria do contrato de direito natural e o poder estatal absoluto em Hobbes

5. O patriarcado objectivado da modernidade e o carácter androcêntrico do Leviatã

6. "Economia política" absolutista e liberdade de concorrência dos burgueses proprietários

7. Do liberalismo teológico à forma transcendental da "vontade geral" em Rousseau

8. O "imperativo categórico" kantiano e a automenorização esclarecida

9. Adam Smith e a "mão invisível" da máquina da concorrência como a outra face da "vontade geral"

10. O idealismo de Estado alemão como superação ideológica aparente da duplicação da "vontade geral"

11. A diferenciação "nacional" anglo-saxónica, francesa e alemã da "vontade geral"

12. O "estado de natureza" violento entre os Leviatãs e a sua limitação pelo mercado mundial

13. A "paz perpétua" kantiana como visão duma instituição meta-estatal da "vontade geral" repressiva e o seu desmentido por Hegel

14. A batalha dos Leviatãs imperiais pelo poder mundial nacional da "vontade geral"

15. Duas nações em uma. O entendimento do Estado do burguês proprietário como atraso da modernização

16. O Estado burguês como horizonte de emancipação redutora e a função modernizadora do movimento operário

17. A repetição feminista da emancipação redutora

18. O idealismo de Estado alemão como "herança" do movimento operário e a expansão capitalista das funções do Estado

19. A crítica do Estado no jovem Marx: as contradições da "vontade geral" transcendental

20. O duplo Marx e a dupla definição do político

21. O conceito de Estado reduzido à sociologia das classes em Marx e Engels

22. Trinta anos depois. A reprodução do conceito redutor de Estado no Anti-Duhring de Engels

Antevisão da segunda parte

Segunda parte

Nota prévia

23. Por que não constitui o anarquismo qualquer alternativa. A crítica não-conceptual do Estado de Bakunin & Cª.

24. A discussão conceptualmente confusa com os bakuninistas

25. A luta pelas necessidades vitais no capitalismo e a constituição automática da política

26. A "ditadura do proletariado" e o deficit da teoria do Estado

27. O trauma da Comuna de Paris e a sua lenda

28. O problema da síntese social como "caixa negra" da ideologia cooperativista

29. Subjectivação e individualização metodológicas da forma da vontade transcendental

30. A ditadura de crise do Leviatã ou o estado de excepção como pressuposto e consequência da "vontade geral"

31. A política como definição do inimigo existencial

32. Estado de excepção e capacidade política

33. Executores e executados do estado de excepção

34. Catástrofe humanitária, pragmatismo de emergência consciente e ideologia de salvação da democracia de esquerda

35. A miséria do positivismo jurídico

36. A crença positiva da social-democracia no Estado e as suas metamorfoses

Antevisão da terceira parte


Inclusão: 04/11/2020