Balanço da Vitória Alcançada na Repulsão da Segunda Campanha Anti-Comunista

Mao Tsetung

8 de Maio de 1941


Primeira Edição: Diretiva interna do Partido, redigida pelo camarada Mao Tsetung em nome do Comité Central do Partido Comunista da China.
Tradução: A presente tradução está conforme à nova edição das Obras Escolhidas de Mao Tsetung, Tomo II (Edições do Povo, Pequim, Agosto de 1952). Nas notas introduziram-se alterações, para atender as necessidades de edição em línguas estrangeiras.
Fonte: Obras Escolhidas de Mao Tsetung, Pequim, 1975, Tomo II, pág: 759-769.
Transcrição e HTML: Fernando A. S. Araújo

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Como indica a diretiva de 18 de Março do Comité Central, a última campanha anti-comunista já pertence ao passado. Agora é a continuação da Guerra de Resistência contra o Japão dentro duma nova situação, tanto internacional como interior. O que há de novo nessa situação são os fatores seguintes: a extensão da guerra imperialista, o ímpeto do movimento revolucionário internacional, a conclusão dum tratado de neutralidade entre a União Soviética e o Japão(1), o fracasso da segunda campanha anti-comunista do Kuomintang e o consequente enfraquecimento da posição política do Kuomintang e o reforço da do Partido Comunista, e ainda os últimos preparativos feitos pelo Japão para lançar outra grande ofensiva contra a China. A fim de unir o povo de todo o país numa luta persistente contra o Japão e para continuar a combater com sucesso o perigo duma capitulação dos grandes senhores de terras e da grande burguesia, assim como a sua ação anti-comunista, é absolutamente necessário estudar e assimilar as lições da luta heroica e vitoriosa do nosso Partido contra a última campanha anti-comunista.

1. Das duas maiores contradições que existem na China, a principal ainda continua a ser a que existe entre a nação japonesa e a nação chinesa, enquanto que a contradição entre as classes no interior do país continua a ocupar lugar subordinado. O fato de o inimigo da nação ter penetrado profundamente no nosso território condiciona tudo. Enquanto a contradição entre a China e o Japão subsistir na sua forma aguda, mesmo no caso de traição e capitulação de todos os grandes senhores de terras e grande burguesia, a situação de 1927 não poderá de modo algum repetir-se, tal como não poderão repetir-se os incidentes de 12 de Abril(2) e de 21 de Maio(3). Alguns camaradas consideraram a primeira campanha anti-comunista(4) como um novo Incidente de 21 de Maio e, desta vez, ainda consideram a segunda campanha anti-comunista como um outro Incidente de 12 de Abril ou de 21 de Maio, mas os fatos objetivos demonstraram que tal raciocínio era inexato. O erro desses camaradas consistiu no fato de terem esquecido que a contradição entre as duas nações é a contradição principal.

2. Os grandes senhores de terras e a grande burguesia de orientação anglo-norte-americana, que dirigem toda a política do governo do Kuomintang, continuam pois a ser, nessas condições, classes de caráter duplo. Por um lado são hostis ao Japão mas, por outro, são hostis ao Partido Comunista e as grandes massas populares que este representa. Esse duplo caráter verifica-se tanto na sua resistência ao Japão como no seu anti-comunismo. Na resistência ao Japão, elas mantêm-se hostis a este mas não se empregam ativamente na guerra anti-japonesa, nem no combate a Uam Tsim-vei e demais traidores; por vezes elas até passam ao namoro com os mensageiros de paz enviados pelo Japão. No seu anti-comunismo, apesar de atacarem os comunistas e cometerem as vezes excessos como o Incidente do Sul de Anghuei e a ordem de 17 de Janeiro, elas não desejam uma ruptura definitiva e continuam a agarrar-se a política de “bater e assoprar”. Tudo isso foi mais uma vez confirmado no decurso da segunda campanha anti-comunista. A extrema complexidade da situação política da China exige dos nossos camaradas profunda atenção. Enquanto os grandes senhores de terras e a grande burguesia de orientação anglo-norte-americana continuarem a lutar contra os invasores japoneses e praticarem uma política de “bater e assoprar” em relação ao nosso Partido, é necessário que a política do Partido seja a de “tratar os outros como eles nos tratam a nós”(5), isto é, responder ao “bater” com o “bater” e ao “assoprar” com o “assoprar”. E a política revolucionária de duplo caráter. Enquanto os grandes senhores de terras e a grande burguesia não tiverem traído completamente, essa política manter-se-á inalterável.

3. Na luta contra a política anti-comunista do Kuomintang, há que aplicar todo um sistema de processos táticos, e nunca agir, em caso nenhum, com leviandade. O ódio e a crueldade dos grandes senhores de terras e da grande burguesia, representados por Tchiang Kai-chek, em relação as forças revolucionárias do povo, estão demonstrados não só pelos dez anos de guerra contra os comunistas, mas também, e com particular evidência, pelas duas campanhas anti-comunistas realizadas no decurso da própria Guerra de Resistência, e, sobretudo, pelo Incidente do Sul de Anghuei, durante a segunda campanha anti-comunista. Se todas as forças revolucionárias do povo não querem ver-se aniquiladas por Tchiang Kai-chek, mas, pelo contrário, querem obrigá-lo a reconhecer-lhes a existência, o único processo é sustentarem uma luta que responda taco a taco a sua política contra-revolucionária. O fracasso do oportunismo do camarada Siam Im(6) no decurso da segunda campanha anti-comunista deve passar a constituir um aviso sério para todo o Partido. Na luta, porém, é preciso ter razão, vantagem e medida. Esquecer um só destes três pontos custar-nos-ia muito caro.

4. Na luta contra os obstinados do Kuomintang é necessário fazer uma distinção entre a grande burguesia compradora e a burguesia nacional, que não tem nada de compradora ou que o é numa medida relativamente fraca; além disso, é igualmente necessário fazer uma distinção entre os grandes senhores de terras mais reacionários e, por outro lado, os nobres esclarecidos e os senhores de terras em geral. Tais são os fundamentos teóricos do nosso Partido para conquistar os grupos intermédios e criar órgãos do poder político segundo o “sistema dos três terços”. O Comité Central já enunciou isto várias vezes, desde o mês de Março do ano passado. A exatidão dum tal princípio foi mais uma vez confirmada na última campanha anti-comunista. A posição que tínhamos adotado antes do Incidente do Sul de Anghuei, e que foi expressa no telegrama de 9 de Novembro de 1940(7), era absolutamente necessária para que pudéssemos passar a contra-ofensiva política depois desse incidente. Sem isso, teria sido impossível ganhar a nossa causa os grupos intermédios, pois só a luz de experiências repetidas estes podem compreender a razão por que o nosso Partido deve lutar energicamente contra os obstinados do Kuomintang, por que a união não pode ser realizada senão através da luta e, por que, renunciando-se a luta, não é possível conseguir união alguma. Se bem que os elementos dirigentes dos grupos que dispõem de forças locais reais sejam também grandes senhores de terras e grandes burgueses, é igualmente preciso considerá-los, no conjunto, como uma força intermédia, uma vez que existem contradições entre eles e os representantes dos grandes senhores de terras e os elementos da grande burguesia que controlam o poder central. Ien Si-xan, que tinha sido um dos mais encarniçados inimigos dos comunistas durante a primeira campanha anti-comunista, desta vez tomou uma posição intermédia; quanto a camarilha do Cuansi, que tinha adotado da primeira vez uma posição intermédia, desta vez passou para o campo anti-comunista; mas mesmo assim, existem ainda contradições entre ela e a camarilha de Tchiang Kai-chek, não devendo nós, portanto, medi-las pela mesma bitola. Estas considerações são ainda mais válidas para os outros grupos que dispõem de forças locais reais. Contudo, muitos dos nossos camaradas colocam ainda no mesmo plano os diferentes grupos da classe dos senhores de terras e os diferentes grupos da burguesia, como se o Incidente do Sul de Anghuei significasse que toda a classe dos senhores de terras e toda a burguesia tivessem traído. Esse é um ponto de vista simplista sobre a situação política complexa da China. Se aplicarmos tal ponto de vista e considerarmos o conjunto dos senhores de terras e da burguesia como consideramos os obstinados do Kuomintang, o resultado será que ficaremos isolados. É preciso compreender que a sociedade chinesa é uma sociedade “cujas extremidades são pequenas e o centro é enorme”(8) e que se o Partido Comunista não souber ganhar as massas das classes intermédias, de tal modo que cada uma delas ocupe o lugar que lhe cabe segundo a sua situação, não poderá resolver os problemas existentes na China.

5. Certos camaradas, que duvidam que a contradição entre a China e o Japão seja a contradição fundamental, e que por isso mesmo se enganam na apreciação das relações entre as classes dentro do país, por vezes também têm hesitações no que diz respeito a política do Partido. Esses camaradas que, após o Incidente do Sul de Anghuei, concebiam as coisas segundo a ótica do Incidente de 12 de Abril e do Incidente de 21 de Maio, parecem crer que a diretiva de princípio do Comité Central com data de 25 de Dezembro último já não é válida, ou já não o é completamente. Do que nós precisamos agora, pensam eles, já não é dum poder incluindo todos os que são pela Guerra de Resistência e pela democracia, mas unicamente do chamado poder dos operários, camponeses e pequena burguesia urbana; que já não se trata mais da política de frente única da Guerra de Resistência, mas sim duma política de revolução agrária semelhante a que foi praticada no decurso da guerra civil de dez anos. Tais camaradas perderam, pelo menos por algum tempo, a noção clara da política justa do Partido.

6. Assim que esses camaradas receberam instruções do Comité Central do nosso Partido, comunicando-lhes que estivessem prontos para fazer face a uma ruptura possível com o Kuomintang e a uma eventual evolução dos acontecimentos para pior, deixaram de pensar em quaisquer outras possibilidades. Eles não compreendem que o fato de ser absolutamente necessário prepararmo-nos para o pior não quer dizer que seja necessário afastar toda a possibilidade de melhoria; pelo contrário, tal preparação constitui precisamente uma condição para criar a possibilidade de melhoria e para transformar essa possibilidade em realidade. Desta vez, estando perfeitamente preparados para fazer face a uma ruptura entre o Kuomintang e nós, conseguimos que este não ousasse consumá-la levianamente.

7. Um número ainda maior de camaradas não compreende a unidade entre a luta nacional e a luta de classes, não compreende a política de frente única e a política de classe e, por consequência, não vê a unidade entre a educação de frente única e a educação de classe. Esses camaradas pensam que, depois do Incidente do Sul de Anghuei, é necessário prestar uma atenção especial a chamada educação de classe, a qual seria separada da educação dentro do espírito de frente única. Assim, eles não compreenderam até hoje que, enquanto durar a Guerra de Resistência, em relação aos elementos das camadas superiores e médias da sociedade que ainda lutam contra os invasores japoneses — quer se trate de grandes senhores de terras e de membros da grande burguesia ou de elementos das camadas intermédias — o nosso Partido pratica uma política global (de duplo caráter) de frente única nacional, que compreende a unidade e a luta. É preciso praticar tal política mesmo em relação aos elementos das tropas fantoches, aos traidores ou aos elementos pró-japoneses, com exceção daqueles que obstinada e irredutivelmente se recusam a corrigir-se, pois contra esses torna-se indispensável adotar uma política de eliminação categórica. Tanto nas suas fileiras como no seio do povo, o nosso Partido realiza um trabalho educativo que, pelo seu caráter, também abarca aquele duplo aspeto: por um lado, ensina ao proletariado, a classe camponesa e aos outros setores da pequena burguesia a praticar, sob diversas formas, a unidade com as diferentes camadas da burguesia e da classe dos senhores de terras, na luta em comum contra os invasores japoneses, mas, por outro lado, ensina-lhes também a conduzir contra estas camadas uma luta mais ou menos intensa, segundo o grau de conciliação, instabilidade ou virulência anti-comunista que manifestem. A política de frente única é justamente uma política de classe; não podemos separá-las uma da outra. Para quem não tenha ainda compreendido bem tudo isto, muitas outras questões hão-de permanecer obscuras.

8. Outros camaradas não compreendem que a região fronteiriça Xensi-Cansu-Ninsia, assim como as bases de resistência anti-japonesa no Norte da China e na China Central, pertence já a democracia nova pelo caráter do seu regime social.. O critério que permite definir se uma determinada região pertence ou não a democracia nova pelo caráter do seu regime social resume-se principalmente em saber se há uma participação dos representantes das massas populares nos órgãos do poder, e se a respetiva direção pertence ao Partido Comunista. O poder de frente única sob a direção do Partido Comunista da China é portanto a caraterística essencial da sociedade de democracia nova. Alguns pensam que a democracia nova não pode considerar-se como realizada senão depois duma revolução agrária, tal como aconteceu durante a guerra civil de dez anos. Isso é errado. O regime político atual nas bases de apoio é o regime político da frente única de todos os que são partidários da luta contra os invasores japoneses e da democracia. A economia dessas bases é caraterizada pela eliminação, no essencial, dos fatores semi-coloniais e semi-feudais. Ali, a cultura é a cultura anti-imperialista e anti-feudal das grandes massas populares. É por isso que, quer sob o ponto de vista político, quer sob o ponto de vista económico ou cultural, a sociedade de democracia nova já existe quer nas bases anti-japonesas, em cujo território apenas se realizou a redução das rendas e das taxas de juro, quer na região fronteiriça Xensi-Cansu-Ninsia, onde foi realizada uma revolução agrária radical. Quando o exemplo das bases de apoio tiver sido seguido em todo o país, a China tornar-se-á uma república de democracia nova.


Notas:

(1) Concluído a 13 de Abril de 1941, o tratado consolidou a paz na fronteira oriental da União Soviética, desmantelou a conspiração da Alemanha, Itália e Japão para um ataque conjunto a URSS e representou um grande sucesso da política exterior de paz da União Soviética. (retornar ao texto)

(2) Incidente tramado por Tchiang Kai-chek contra a revolução a 12 de Abril de 1927, em Xangai, no decurso do qual foram massacrados inúmeros comunistas, operários, camponeses e intelectuais revolucionários. No Inverno de 1926 e na Primavera de 1927, enquanto o Exército da Expedição do Norte fazia a sua marcha sobre o vale do Yangtsé, Tchiang Kai-chek não se tinha ainda revelado de todo como contra-revolucionário e as massas camponesas julgavam-no do lado da revolução. Como os senhores de terras e os camponeses ricos estivessem descontentes, espalharam o boato de que o Exército da Expedição do Norte sofrera derrotas e Tchiang Kai-chek ficara ferido numa perna. Tchiang Kai-chek acabou por revelar-se um completo contra-revolucionário com a realização do golpe de Estado de 12 de Abril de 1927, em Xangai e outros lugares, massacrando os operários, reprimindo os camponeses e atacando o Partido Comunista. A partir de então, os senhores de terras e os camponeses ricos mudaram de atitude e começaram a apoiá-lo. (retornar ao texto)

(3) No dia 21 de Maio de 1927, instigados por Tchiang Kai-chek e Uam Tsim-vei, os comandantes dos exércitos contra-revolucionários do Kuomintang no Hunan — Chiu Quei-siam, Ho Quiem e outros — fizeram uma incursão, em Tchancha, contra a União Sindical do Hunan, a Associação Camponesa do Hunan e todas as organizações revolucionárias. Eles entregaram-se a uma repressão selvagem contra os comunistas e as massas de operários e camponeses revolucionários. Esses acontecimentos, conhecidos sob o nome de Incidente de 21 de Maio, foram o sinal da coalizão aberta dos contra-revolucionários do Kuomintang em Vuhan, dirigidos por Uam Tsim-vei, com os contra-revolucionários de Nanquim, comandados por Tchiang Kai-chek. (retornar ao texto)

(4) Trata-se da primeira campanha anti-comunista lançada por Tchiang Kai-chek, no Inverno de 1939 e na Primavera de 1940. Após a queda de Vuhan, em Outubro de 1938, as atividades anti-comunistas do Kuomintang intensificaram-se gradualmente. Em Fevereiro de 1939, Tchiang Kai-chek fez distribuir secretamente as suas “medidas para a solução dos problemas do Partido Comunista”, e as “medidas para prevenção das atividades comunistas nas regiões ocupadas”, bem como outros documentos reacionários. Nas regiões submetidas a autoridade do Kuomintang, assim como em diversos pontos da China Central e Norte da China, a opressão política e os ataques militares ao Partido Comunista ganharam cada vez maior intensidade. Essa campanha atingiu o seu ponto culminante no decorrer do período que vai de Dezembro de 1939 a Março de 1940 e ficou conhecida por “primeira campanha anti-comunista”. Os ataques das tropas reacionárias do Kuomintang contra a região fronteiriça Xensi-Cansu-Ninsia, no Xensi e no Cansu, e contra os destacamentos da morte anti-japoneses dirigidos pelo Partido Comunista, no Xansi ocidental, a que se refere no texto o camarada Mao Tsetung, constituíram as duas maiores ofensivas militares durante a primeira campanha anti-comunista lançada pelo Kuomintang. Em Fevereiro-Março de 1940, por ordem de Tchiang Kai-chek, o reacionário kuomintanista Tchu Huai-bim reuniu os bandos de Pam Pim-chiun, Tcham Im-vu e Hou Ju-iom, para atacarem em três colunas o VIII Exército, na região de Taiham. Essa ofensiva foi esmagada pelo VIII Exército, que aniquilou três divisões kuomintanistas, resultando completamente destroçada a primeira campanha anti-comunista de Tchiang Kai-chek. (retornar ao texto)

(5) Citação tirada das notas de Tchu Si a obra de Confúcio O Meio Invariável, capítulo XIII. (retornar ao texto)

(6) O camarada Siam Im, membro do Comité Central do Partido Comunista e secretário do Birô do Sudeste, cairá em graves erros desviacionistas de direita. Não executava com firmeza a política do Comité Central; não ousava mobilizar com audácia as massas populares; não ousava alargar as regiões libertadas nem aumentar as forças armadas do povo nas regiões ocupadas pelo Japão, e subestimava a gravidade da ofensiva reacionária do Kuomintang, o que redundou numa falta de preparação moral e numa ausência das medidas de organização necessárias para repeli-la. Quando a diretiva chegou ao Birô do Sudeste, o camarada Tchen Yi, membro desse Birô e comandante do I Destacamento do Novo IV Exército, lançou-se imediatamente na respetiva execução, enquanto o camarada Siam Im insistia em não querer aplicá-la. Nada fazendo para ripostar aos eventuais ataques reacionários do Kuomintang, encontrou-se numa posição de fraqueza e impotência assim que Tchiang Kai-chek provocou o Incidente do Sul de Anghuei, em Janeiro de 1941, no qual foram praticamente aniquilados nove mil homens das nossas forças, tendo o próprio camarada Siam Im encontrado a morte as mãos dos reacionários. (retornar ao texto)

(7) Trata-se do telegrama expedido em 9 de Novembro de 1940 pelos comandante e vice-comandante em chefe do XVIII Grupo de Exércitos, Tchu Te e Pem Te-huai, e pelos comandante e vice-comandante do Novo IV Exército, Ie Tim e Siam Im, em resposta ao telegrama de Ho In-tchin e de Bai Tchon-si, de 19 de Outubro. O telegrama de 9 de Novembro desmascarava a conspiração anti-comunista e capitulacionista dos reacionários do Kuomintang e repudiava a proposta absurda de Ho In-tchin e de Bai Tchon-si, segundo a qual as unidades do Novo IV Exército e do VIII Exército, que se encontravam a sul do rio Amarelo, deviam passar para o norte desse rio. Contudo, no interesse da unidade na luta contra os invasores japoneses, os signatários, num espírito de conciliação, aceitaram a transferência para o norte do Yangtsé das unidades do Novo IV Exército que se encontravam a sul do referido rio. O telegrama reclamava ainda a solução de importantes questões em suspenso entre o Kuomintang e o Partido Comunista. O telegrama foi recebido com simpatia pelos grupos intermédios e provocou o isolamento de Tchiang Kai-chek. (retornar ao texto)

(8) Com isso o camarada Mao Tsetung quer dizer que o proletariado industrial, dirigente da revolução, bem como os grandes senhores de terras reacionários e a grande burguesia reacionária, constituem uma minoria na sociedade chinesa. Ver “Discurso Pronunciado na Assembleia de Representantes da Região Fronteiriça Xensi-Cansu-Ninsia”, Obras Escolhidas de Mao Tsetung, Tomo III. (retornar ao texto)

Inclusão 29/10/2014