Hoje escrevo apenas algumas linhas, pois, justo no momento em que me preparo para voltar a corresponder-lhe depois de tanto tempo, chega um francês, do qual não conseguirei me livrar esta tarde, e o correio parte às 5:30.
Mas amanhã é domingo e, portanto, um bom cristão como eu está autorizado a interromper o trabalho e escrever-lhe uma extensa carta, especialmente, sobre o caso russo, que tomou uma bela reviravolta.
Jennychen(2), nossa ilustre J Williams(3), tem uma excelente edição do pai Goethe(4). Aliás, há pouco tempo foi convidada à casa de Madame Vivanti, esposa de um rico comerciante italiano. Houve uma grande assemblée(5), que incluía vários ingleses. Jennychen obteve um sucesso brilhante com sua recitação shakespeariana(6).
Queira, por gentileza, transmitir meus cumprimentos à Madame La Comtesse(7) e agradecer-lhe pelas gentis palavras que teve a bondade de escrever. Ela não tem o menor motivo para se arrepender de ter preferido o latim ao francês. Isso não apenas revela um gosto ao mesmo tempo clássico e altamente cultivado, como também explica por que a Madame jamais chega ao fim do seu latim.