Da Moralidade Revolucionária

Ho Chi Minh

1958


Fonte: Reproduzido de Ho Chi Minh. Écrits(1920-1969), cit., p. 198-211.
Transcrição: Luiz David

HTML: Fernando A. S. Araújo.


Desde o começo de sua existência, a humanidade foi obrigada a lutar contra a natureza para subsistir: luta contra as feras, contra as intempéries. Para vencer nesta luta, cada homem deve apoiar-se na força do número, ou seja, na força da coletividade, da sociedade. Reduzido unicamente a suas forças, o indivíduo não poderia dominar a natureza, nem mesmo sobreviver.

A humanidade deve ainda produzir para ter o necessário para alimentar-se e vestir-se. Mas a produção também deve apoiar-se na força da coletividade, da sociedade. O indivíduo sozinho não poderia produzir nada.

Nossa época é uma época civilizada, revolucionária. Em todos os aspectos, devemos, com maior razão, apoiar-nos na coletividade, na sociedade. O indivíduo não poderia permanecer isolado, devendo integrar-se à coletividade, à sociedade.

É nisso que o individualismo se opõe ao coletivismo. O coletivismo e o socialismo vencerão, enquanto o individualismo será infalivelmente aniquilado.

O modo de produção e as forças produtivas se desenvolvem e transformam-se continuamente, provocando o desenvolvimento e mudanças no pensamento dos homens, nos regimes sociais, etc. Todos sabemos que, desde os tempos antigos até nossos dias, a produção se fazia no começo com paus e com machados de pedra e que depois se desenvolveu empregando a máquina, a eletricidade, a energia atômica. O regime social evoluiu também; passou do comunismo primitivo à escravatura, depois ao feudalismo e ao capitalismo, e hoje quase a metade da humanidade encaminha-se em direção ao socialismo, ao comunismo.

Esta evolução e este progresso ninguém pode impedi-los.

Com o aparecimento da propriedade privada, a sociedade dividiu-se em classes, classes exploradoras e classes exploradas, quando aparecem as contradições sociais e a luta de classes. Desde então, todos pertencem a uma ou a outra classe, ninguém está fora das classes. E cada um exprime a ideologia de sua própria classe.

Na sociedade antiga, os feudalistas e os latifundiários, os capitalistas e os imperialistas oprimiam e exploravam sem piedade as outras camadas sociais, sobretudo os operários e os camponeses. Eles monopolizavam os bens públicos, produzidos pela sociedade, para levar uma vida ociosa e dourada. Mas falavam o tempo todo só de “moralidade”, de “liberdade”, de “democracia”, etc.

Cansados da opressão e da exploração, os operários, os camponeses e os outros trabalhadores levantaram-se para fazer a revolução a fim de libertarem-se e de transformar a antiga sociedade, tão disforme, em uma sociedade nova, melhor, em que todos os trabalhadores conhecerão uma vida feliz e da qual a exploração do homem pelo homem será banida.

Para triunfar, a revolução deve ser dirigida pela classe operária, a classe mais avançada, mais consciente, mais decidida, mais disciplinada e mais solidamente organizada. E o partido proletário é o estado-maior da classe operária. A revolução na União Soviética e nos outros países do campo socialista provou-o de maneira incontestável.

Fazer a revolução para transformar a sociedade antiga em uma nova sociedade é uma obra gloriosa, mas é também tarefa pesada, uma luta extremamente complexa, longa e árdua. É preciso ser forte para poder levar grandes cargas e ir longe. Somente tendo a moralidade revolucionária como fundamento é que o revolucionário pode cumprir sua tarefa de maneira honrosa.

Tendo nascido na sociedade antiga, cada um de nós conserva em si mais ou menos sequelas dessa sociedade do ponto de vista da ideologia, dos costumes, etc. O aspecto mais negativo e mais perigoso é o individualismo. O individualismo é o antípoda da moral revolucionária. Por menos que reste ainda na pessoa, o individualismo espera a ocasião propícia para desenvolver-se e eclipsar a moral revolucionária, para impedir-nos a inteira devoção à luta pela causa revolucionária.

O individualismo é uma coisa astuta e pérfida: atrai insidiosamente o homem para uma descida fatal. Sabemos que descer uma ladeira é mais fácil que subi-la novamente, por isso o individualismo é ainda mais perigoso.

Para eliminar as sequelas da antiga sociedade, para forjarmos em nós uma virtude revolucionária, devemos estudar, aperfeiçoar-nos, remodelar-nos para progredir sem cessar. Se não nos esforçássemos por progredir, regrediríamos e ficaríamos atrasados. Ora, o homem demorado, o homem atrasado será rejeitado pela sociedade que progride.

Não é só indo à escola ou assistindo aos cursos de formação que se pode estudar, aperfeiçoar-se, forjar-se e transformar-se. Em todas as atividades revolucionárias, poderemos e deveremos todos estudar e corrigir nós mesmos nossos erros. O trabalho revolucionário clandestino, a insurreição geral, a resistência contra os colonialistas franceses e, hoje, a edificação do socialismo no Norte e a luta pela reunificação do país são escolas muito boas onde podemos forjar nossa moral revolucionária.

Aquele que possui a moral revolucionária não tem medo, não se deixa intimidar e não recua diante das dificuldades, das provações e dos fracassos. Pelo interesse comum do Partido, da revolução, da classe, do povo e da humanidade, ele não hesita em sacrificar todo e qualquer interesse pessoal. Se for preciso, sacrificará sua vida sem lamentar-se. Essa é a manifestação mais evidente, mais nobre, da moral revolucionária.

Em nosso Partido, Tran Phu, Ngo Gia Tu, Le Hong Phong, Nguyen Van Cu, Hoang Van Thu, Nguyen Thi Minh Khai e numerosos outros camaradas, que se sacrificaram heroicamente pelo povo e pelo Partido, dão-nos exemplos brilhantes de virtude revolucionária, de abnegação total.

Aquele que possui a virtude revolucionária permanece simples, modesto, pronto para aceitar novas provações, mesmo que as circunstâncias lhe sejam favoráveis ou que obtenha êxitos. “Preocupar-se com as tarefas antes dos outros, descansar depois dos outros”, preocupar-se por cumprir bem sua tarefa e não mostrar-se ciumento dos direitos e privilégios concedidos aos outros, não cair no narcisismo, na burocracia, no orgulho, na depravação, tudo isso constitui uma outra demonstração da moral revolucionária.

Em resumo, a moralidade revolucionária consiste em:

Cada revolucionário deve compreender profundamente que nosso Partido é a vanguarda, a organização mais sólida da classe operária, o dirigente da classe operária e do povo trabalhador. Atualmente, apesar de não ser ainda muito numerosa, nossa classe operária se desenvolve cada dia mais. No futuro, as cooperativas estarão organizadas em toda parte, utilizando muitas máquinas no campo, e os camponeses se transformarão em operários. Aos poucos, os intelectuais farão trabalho manual, e a distinção entre operários e intelectuais se apagará progressivamente. A indústria de nosso país desenvolve-se constantemente. É por isso que os operários serão cada vez mais numerosos, e suas forças cada vez mais poderosas; o futuro da classe operária é grande e glorioso. Ela reconstrói o mundo ao mesmo tempo em que aprimora a si mesma.

O revolucionário deve ter isto bem presente e manter-se firme nas posições da classe operária para lutar com todas as forças pelo socialismo e pelo comunismo, pela classe operária e por todo o povo trabalhador. A moral revolucionária é a fidelidade absoluta ao Partido e ao povo.

O único interesse que nosso Partido tem de servir é o interesse da classe operária e do povo trabalhador; seu objetivo imediato é lutar pelo encaminhamento do Norte ao socialismo e pela reunificação da pátria.

Sob a direção do Partido, nosso povo, lutando heroicamente, sacudiu o jugo dos colonialistas e libertou completamente o Norte do país. Essa é uma grande vitória, mas a revolução não está ainda completa, sendo o objetivo atual do Partido lutar pela reunificação do país, pela realização de um Vietnã pacífico, reunificado, independente, democrático e próspero, de modo que não reste, no país todo, ninguém que seja submetido à exploração, e que o país inteiro construa uma sociedade nova onde todos terão uma vida de felicidade.

Nossa indústria está ainda atrasada. Graças à ajuda desinteressada dos países irmãos, em primeiro lugar da União Soviética e da China Popular, estamos desenvolvendo nossa indústria. Para que esta empresa seja coroada de êxito, nossos operários devem rivalizar em ardor para produzir muito e rapidamente artigos de boa qualidade e baratos, observar rigorosamente a disciplina do trabalho, participar ativamente na gestão das empresas, lutar contra o desperdício e a prevaricação. Nossos quadros devem mostrar-se trabalhadores e econômicos, dar provas de integridade e retidão e participar no trabalho dos operários.

Nossos camponeses receberam as terras partilhadas, e sua vida começa a melhorar. Mas seu modo de produção é ainda disperso e atrasado, seus rendimentos não aumentam bastante e a melhora de sua vida ainda é pouca. É preciso ampliarmos firmemente o movimento pela constituição de grupos de intercâmbio de trabalho e de cooperativas a fim de aumentar a produção. Nossos camponeses poderão assim libertar-se da miséria e conhecer uma vida melhor.

Por isso, a moral revolucionária consiste em lutar com todas as forças para realizar o objetivo do Partido, em devotar-se inteiramente e sem hesitação nenhuma à causa da classe operária e do povo trabalhador.

A maioria dos membros do Partido e da União da Juventude trabalhadora, a maioria de nossos quadros agem em acordo com esses princípios, mas existem outros que não o fazem. Estes acreditam equivocadamente que, já que não existe mais o colonialismo e os feudalistas no Norte, a revolução já conseguiu seus objetivos. Daí se manifesta neles o individualismo. Reclamam recompensas e repouso, pedem um trabalho conforme aos seus desejos, e não querem aquele que lhes é confiado. Manobram para obter postos importantes, mas temem as responsabilidades. Aos poucos, seu espírito combativo e seu dinamismo decaem, a força de alma e as belas qualidades revolucionárias alteram-se também neles; esquecem que o critério número um do revolucionário é lutar decididamente a vida toda pelo Partido e pela revolução.

Devemos compreender que os êxitos obtidos são apenas os primeiros passos de um percurso de dez mil léguas. Devemos avançar, a revolução deve progredir ainda, senão retrocederemos e nossos êxitos não poderão consolidar-se e, menos ainda, multiplicar-se.

A luta para chegar ao socialismo é longa e árdua. Exige revolucionários porque ainda existem inimigos da revolução. Estes últimos são de três tipos:

O capitalismo e os imperialistas revelam-se inimigos muito perigosos.

Os usos e costumes atrasados são também grandes inimigos, pois entravam dissimuladamente o progresso da revolução. Mas não podemos reprimi-los, sendo melhor corrigi-los com precaução e perseverança e durante muito tempo.

A terceira categoria de inimigos é o individualismo, a mentalidade pequeno-burguesa que se esconde ainda no interior de cada um de nós. Este inimigo espera a oportunidade - de um fracasso ou de uma vitória — para levantar de novo a cabeça. Ele é aliado dos inimigos das outras duas categorias.

A moral revolucionária consiste em lutar decididamente em todas as circunstâncias contra os inimigos, quaisquer que sejam; consiste em estar sempre vigilante, em manter-se pronto para combater, em dar provas de ser indomável. Só sob estas condições pode-se dominar o inimigo e cumprir a tarefa revolucionária.

Graças à sua política justa e à sua direção unificada é que nosso Partido está em condições de dirigir nossa classe operária e todo o nosso povo, encaminhando-os em direção ao socialismo. E sua direção é unificada graças à unidade de opinião e de ação de todos os seus membros.

Sem a unanimidade de opinião e de ação, os membros seriam elementos discordantes, puxando para todos os lados. Não seria possível dirigir as massas nem fazer a revolução.

As palavras e os atos dos membros do Partido repercutem na luta revolucionária, pois influenciam muito as massas. Por exemplo, a política atual de nosso Partido é organizar em todo lugar e de maneira sólida grupos de intercâmbio de trabalho e cooperativas, é realizar a cooperação agrícola. Mas existem membros do Partido e da União da Juventude trabalhadora que não aderem a eles, ou que aderem mas não participam ativamente na sua edificação e consolidação. O individualismo levou esses camaradas a agirem de maneira libertária, a infringirem as prescrições e a disciplina do Partido. Queiram ou não, seus atos prejudicam o prestígio do Partido e colocam obstáculos à sua obra e aos progressos da revolução.

As medidas políticas e as resoluções do Partido inspiram-se no interesse do povo. Por isso, a moralidade revolucionária consiste, para um membro do Partido, em agir decididamente de acordo com as medidas políticas e as resoluções do Partido, em dar bom exemplo às massas, quaisquer que sejam as dificuldades. Todos os membros do Partido devem elevar seu senso da responsabilidade diante do povo, diante do Partido, devem estar vigilantes contra o individualismo e combatê-lo decididamente.

Nosso Partido representa o interesse da classe operária e de todo o povo trabalhador, e não apenas o interesse de um grupo ou de um indivíduo. Todos sabem disso.

A classe operária luta não só por sua própria libertação, mas para libertar a humanidade inteira da opressão e da exploração. Por isso, o interesse da classe operária se identifica com o interesse do povo.

O membro do Partido representa, em nome deste, o interesse da classe operária e do povo trabalhador. É por isso que o interesse do membro do Partido deve integrar-se ao interesse do Partido e da classe e não pode colocar-se fora dele. Os êxitos e o triunfo do Partido e da classe pertencem também ao militante. Separado do Partido e da classe, o indivíduo não pode fazer nada de bom, por mais talentoso que seja.

A moralidade revolucionária, para um membro do Partido, consiste em colocar em qualquer circunstância o interesse do Partido acima de tudo. Quando o interesse do Partido está em contradição com o interesse pessoal, este último deve subordinar-se ao primeiro.

Por não terem ainda eliminado em si mesmos o individualismo, alguns falam ainda de “seus méritos” com relação ao Partido. Querem que o Partido lhes “agradeça”. Reclamam um tratamento privilegiado, honrarias, postos importantes. Reclamam vantagens. Como suas exigências não são satisfeitas, zangam-se com o Partido, queixam-se dizendo que não têm futuro, que são “sacrificados”. Afastam-se aos poucos do Partido e chegam inclusive a sabotar sua política e sua disciplina.

Muitos quadros e combatentes se sacrificaram heroicamente durante o período de luta clandestina e durante a resistência; os heróis do trabalho e os trabalhadores de elite empenham todas as forças para aumentar a produção; não reclamam postos importantes nem honrarias, não pedem agradecimentos ao Partido.

Nosso Partido tem caráter de massa, conta centenas de milhares de membros. Em razão das condições concretas de nosso país, a maioria dos membros provém da pequena-burguesia. Isto não tem nada de surpreendente.

Forjados no crisol da revolução e da resistência, os membros do Partido, em geral, são bons, fiéis ao Partido e à revolução, ainda que, no começo, sob a influência da ideologia burguesa, faltasse firmeza à sua plataforma, clareza às suas concepções e correção à sua ideologia.

Esses camaradas compreenderam bem que, quando cometem faltas, devem corrigi-las de bom grado e em tempo, que não devem deixá-las acumular-se e agravar-se. Praticam sinceramente a autocrítica e a crítica, o que lhes permite progredir com os outros camaradas.

Isso coincide com a moralidade revolucionária. Se nosso Partido, mesmo perseguido pelo implacável terror dos colonialistas e enfrentando múltiplas dificuldades e perigos durante os anos de luta clandestina, tornou-se cada dia mais forte, e se levou a revolução e a resistência à vitória, é porque soube utilizar essa arma de aço: a crítica e a autocrítica.

Mas um pequeno número de membros do Partido, prisioneiros de seu individualismo, tornaram-se altivos, demasiado orgulhosos de seus méritos e passaram a ter opinião boa demais de si mesmos. Criticam os outros, 'mas não querem ser criticados; não praticam a autocrítica ou praticam-na sem sinceridade nem seriedade. Temem perder prestígio, desacreditar-se. Não dão atenção às opiniões das massas, fazem pouco caso dos quadros sem partido. Não compreendem que é muito difícil não cometer erros quando se milita. Não temamos em reconhecer nossos erros; o que devemos temer é não estarmos decididos a corrigi-los. Para isso é necessário prestar-se de bom grado à crítica das massas e praticar sinceramente a autocrítica. Rejeitar a autocrítica e abster-se da crítica conduzirá infalivelmente à degradação moral, ao retrocesso. E aquele que cair nisso será rejeitado pelas massas. É uma conseqüência inevitável do individualismo.

As forças da classe operária são imensas, ilimitadas. Mas, para estar certas da vitória, devem ser dirigidas pelo Partido. Quanto ao Partido, deve estar estreitamente ligado às massas, saber organizá-las e dirigi-las para fazer triunfar a revolução.

A moralidade revolucionária consiste em unir-se às massas, em ter confiança nelas, em compreendê-las, em escutar atentamente suas opiniões. Por suas palavras e seus atos, os membros do Partido, da União da Juventude trabalhadora e os quadros ganham a confiança, a admiração e o afeto do povo, realizam a união estreita das massas em torno do Partido, organizam-nas, fazem a propaganda entre elas, mobilizam-nas, para aplicar com entusiasmo a política e as resoluções do Partido. Foi assim que agimos no decorrer da revolução e da resistência.

Mas, hoje, o individualismo persegue alguns de nossos camaradas. Pretendendo ser muito bons em tudo, afastam-se das massas, não desejam aprender com elas, querem só ser seus mestres. Opõem-se ao cumprimento do trabalho de organização, de propaganda e de educação dedicado às massas. Caem na burocracia e no autoritarismo. Resultado: as massas não têm confiança neles, não os admiram e os amam ainda menos. No final, eles não podem fazer nada de bom.

★ ★ ★

O Norte de nosso país encaminha-se, aos poucos, em direção ao socialismo. Essa é uma exigência premente de dezenas de milhões de trabalhadores. É a obra coletiva das massas laboriosas sob a direção do Partido. O individualismo constitui um grande obstáculo para a edificação do socialismo. Por isso, a vitória do socialismo não pode ser dissociada do êxito obtido na luta contra o individualismo.

Combater o individualismo não significa pisotear o interesse pessoal.

Cada homem possui sua personalidade, seus pontos fortes, sua vida privada e familiar. Os interesses pessoais que não estão em contradição com os da coletividade não são interesses ilegítimos. Mas é necessário dizer a si mesmo que só sob o regime socialista cada um tem a possibilidade de melhorar suas condições de vida, de desenvolver seus pontos fortes e sua personalidade.

Nenhum regime social pode igualar-se ao socialismo e ao comunismo quanto ao respeito pelo homem e à atenção dada ao exame e à satisfação de seus legítimos interesses. Na sociedade dominada pelas classes exploradoras, só interesses pessoais de uma pequena minoria são satisfeitos, enquanto os das massas laboriosas são pisoteados. Ao contrário, sob os regimes socialista e comunista, o povo trabalhador é quem governa, cada homem é parte integrante da coletividade, desempenha um papel determinado e participa na edificação da sociedade. Isto porque o interesse pessoal se acha contido no interesse coletivo, do qual é parte integrante. O interesse pessoal de cada um só pode ser satisfeito quando o interesse coletivo estiver assegurado.

O interesse pessoal está ligado ao interesse coletivo. Se o interesse pessoal está em contradição com o interesse coletivo, a moralidade revolucionária manda que o primeiro seja subordinado ao segundo.

A revolução e o Partido estão em constante progresso. O revolucionário também deve progredir sem cessar.

O movimento revolucionário arrasta milhões e milhões de pessoas.

O trabalho revolucionário comporta mil aspectos difíceis e complexos. Para pesar os prós e os contras em todas as situações, para compreender todas as contradições existentes e resolver corretamente todos os problemas, devemos esforçar-nos em estudar o marxismo-leninismo.

Desta forma, podemos fortalecer nossa moral revolucionária, manter firme nossa plataforma, elevar nosso nível teórico e político e prosseguir no trabalho confiado pelo Partido.

Estudar o marxismo-leninismo é procurar aprender a maneira de resolver cada problema da existência, a maneira de comportar-se em todas as situações, em relação aos outros e a si mesmo; é assimilar os princípios gerais do marxismo-leninismo, para aplicá-los criativamente às realidades de nosso país. Estudamos para agir. Nossos estudos teóricos devem ir de par com as atividades práticas. Certos camaradas aprendem de cor livros inteiros que tratam de marxismo-leninismo. Pretendem saber esta doutrina melhor que ninguém. Mas, na prova da prática, ou mostram-se incapazes de criar, ou ficam embaraçados. Suas palavras e seus atos se contradizem. Estudam livros de marxismo-leninismo, mas não conseguem adquirir o espírito marxista-leninista. Estudam para exibir seus conhecimentos e não para aplicá-los aos problemas da revolução. Isso também é individualismo.

O individualismo gera centenas de doenças perigosas: burocracia, autoritarismo, fraccionismo, subjetivismo, prevaricação, desperdício, etc.

O individualismo amarra suas vítimas, venda-lhes os olhos; elas se deixam guiar por suas ambições e seus interesses pessoais e não pensam no bem-estar da classe operária e do povo.

O individualismo é um inimigo cruel do socialismo. O revolucionário deve aniquilá-lo.

A tarefa atual de todo o nosso Partido e de todo o nosso povo consiste em envidar os maiores esforços para aumentar a produção e economizar, visando edificar o Norte, encaminhá-lo ao socialismo e fazer dele uma base sólida para a reunificação do país. Essa é uma tarefa das mais gloriosas. Que todos os membros do Partido e da União da Juventude trabalhadora, que todos os quadros, do Partido e sem partido, estejam decididos a servir durante toda a vida ao Partido e ao povo. Aí está o grande valor moral do revolucionário, sua moral, seu espírito de partido, seu espírito de classe, garantias da vitória do Partido, da classe operária e do povo.

A moralidade revolucionária não cai do céu. Ela desabrocha e se consolida no crisol de uma luta cotidiana e tenaz. É como uma pérola que brilha mais vivamente quanto mais é polida, ou como o ouro que se purifica ainda mais no longo contato com o fogo.

Nada é mais glorioso nem dá tanta felicidade como cultivar sua moral revolucionária para dar uma digna contribuição à edificação do socialismo e à libertação da humanidade!

Desejo que todos os camaradas, membros do Partido e da União da Juventude, quadros do Partido e quadros sem partido, redobrem seus esforços e façam progressos.

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Inclusão 28/02/2014