Gandhi, Anuradha
foto (1954 - 2008): Filha de pais comunistas que casaram na sede do Partido Comunista em Mumbai e militaram no partido até os anos 1950. Começou sua militância política na década de 1970, período de ascenso da propaganda comunista na Índia reflexo da Revolução Cultural na China, a reação à guerra do Vietnã nos EUA, a guerra com Bangladesh e a rebelião de Naxalbari. Participou do Movimento Progressista da Juventude (PROYOM), um grupo radical de estudantes através do qual entrou em contato com o movimento Naxalita. Em 1969 participou da fundação do Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista). Em 1974 tomou parte nos distúrbios de Worli e, em 1975, participou do movimento Dalit Panther. Foi uma das figuras mais importantes da Índia quando da criação do Comitê para a Proteção dos Direitos Democráticos. Em 1985, em função do seu trabalho político ligado ao sindicalismo, mudou de Mumbai para Nagpur. Nesta mesma época, após ser presa várias vezes, passou à clandestinidade.
Nos anos 1990, mesmo tendo sido diagnosticado que sofria de esclerose múltipla, Anuradha mudou para Bastar aonde viveu na floresta de Dandakaranya, com o Exército Guerrilheiro de Libertação Popular do Partido Comunista da Índia (Marxista-Leninista) - Guerra do Povo, por três anos, período em que trabalhou com as mulheres para fortalecer e expandir o Krantikari Adivasi Mahila Sanghatan (KAMS), uma organização feminista popular com mais de 90.000 membros. A partir de 2000 passou a liderar o ramo feminino do Partido desenvolvendo trabalhos clandestinos até a sua morte.
Foi membro do Comitê Regional de Vidarbha e do Comitê Estadual de Maharashtra e, em 2007, IX Congresso ("Congresso da Unidade"), ela foi eleita para o Comitê Central do Partido — agora renomeado Partido Comunista da Índia (Maoista) — sendo a única mulher no Comitê Central.

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