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Álvaro Cunhal
Álvaro Cunhal
1913-2005

"Os principios do marxismo-leninismo constituem um instrumento indispensável para a análise cientifica da realidade, dos novos fenómenos e da evolução social e para a definição de soluções correctas para os problemas concretos que a situação objectiva e a luta colocam ás forças revolucionárias. A assimilição crítica do património teórico existente e da experiência revolucionária universal são armas poderosas para o exame da realidade e para a resposta criativa e correcta às novas situações e aos novos fenómenos. [...] O marxismo leninismo é uma explicação da vida e do mundo social, um instrumento de investigação e um estímulo à criatividade."
Álvaro Cunhal
in "O Partido com Paredes de Vidro"

Álvaro Cunhal dedicou toda a sua vida ao ideal e projeto comunista, à causa da classe operária e dos trabalhadores, da solidariedade internacionalista, a um compromisso e dedicação sem limites aos interesses dos trabalhadores e do povo português, da soberania e independência de Portugal.

Intervindo com o seu Partido de sempre - o PCP - ao longo de mais de 74 anos de ação revolucionária, assumiu um papel ímpar na história portuguesa do Século XX, na resistência anti-fascista, pela liberdade e a democracia, nas transformações revolucionárias de Abril e em sua defesa, por uma sociedade livre da exploração e da opressão, a sociedade socialista.

Sujeito às maiores provações, a mais de doze anos de prisão, a bárbaras torturas, às duras condições da vida clandestina, revelou sempre as suas qualidades excepcionais de militante e ser humano.

Nasceu em Coimbra em 1913 e iniciou a sua actividade revolucionária quando estudante na Faculdade de Direito de Lisboa. Participou no movimento associativo e foi eleito em 1934 como o representante dos estudantes no Senado Universitário. Foi militante da Federação da Juventude Comunista Portuguesa (FJCP) sendo eleito seu Secretário-Geral em 1935, ano em que passou à clandestinidade e participou, em Moscou, no IV Congresso da Internacional Juvenil Comunista. Membro do Partido Comunista Português (PCP) desde 1931.

Preso em 1937 e 1940 e submetido a torturas, voltou imediatamente à luta logo que libertado depois de alguns meses de prisão.

Participou na reorganização do PCP, em 1940/41. Vivendo de novo na clandestinidade, foi membro do Secretariado de 1942 a 1949.

Preso de novo nesse ano fez no Tribunal fascista uma severa acusação à ditadura fascista e a defesa da política do Partido. Condenado, veio a permanecer 11 anos seguidos nas cadeias fascistas, quase 8 anos dos quais em completo isolamento. Em 3 de Janeiro de 1960 evadiu-se da prisão-fortaleza de Peniche junto com um grupo de destacados militantes comunistas. De novo chamado ao Secretariado do Comité Central, foi eleito Secretário-Geral do PCP, em 1961.

Desde então, participou em inúmeros congressos e encontros com partidos comunistas e outras forças revolucionárias e em conferências internacionais.

Depois do derrubamento da ditadura fascista em 25 de Abril de 1974, foi Ministro sem Pasta do 1º, 2º, 3º e 4º governos provisórios e eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e à Assembleia da República em 1976, 1979, 1980, 1983, 1985, 1987. Foi membro do Conselho de Estado.

Na aplicação das decisões do XIV Congresso do PCP (em 1992) relativas à renovação e à nova estrutura de direcção deixou de ser Secretário-Geral do PCP e foi eleito pelo Comité Central Presidente do Conselho Nacional do Partido.

Em Dezembro de 1996 (no XV Congresso do PCP) extinto o Conselho Nacional do PCP e o cargo de Presidente, foi reeleito membro do Comité Central, o que sucedeu também nos XVI e XVII Congressos, respectivamente em 2000 e 2004.

Autor de vasta obra publicada quer no plano político e ideológico, quer no plano literário, nomeadamente com o pseudônimo de "Manuel Tiago", quer ainda no plano das artes plásticas.(Fonte: Nota emitida pelo CC do Partido Comunista Português por ocasião do falecimento de Álvaro Cunhal)

Actualmente estão disponíveis em Português as seguintes:

195? Contribuição para o Estudo da Questão Agrária
1939 Um Problema de Consciência
1940 O Desenvolvimento do Capitalismo, a Evolução Demográfica e a Política de Natalidade
1954 - Set Cinco Notas sobre Forma e Conteúdo
1967 - Nov A Questão do Estado Questão Central de cada Revolução
1974 - Abr Discurso no Aeroporto de Lisboa
1974 - Mai Catarina Morreu Como Deve Saber Morrer um Membro do Partido
1974 - Out A Situação Política e das Tarefas do Partido
1975 - Jan Discurso no Comício do PCP na Marinha Grande
1975 - Dez Discurso no Comício do PCP (Campo Pequeno - Lisboa)
1985 - Ago O Partido com Paredes de Vidro (em pdf)
1990 Sobre a Identidade do Partido Comunista Português
1992 - Abr O Partido Comunista da "Reorganização" dos Anos 40 ao 25 de Abril
1993 - Mai O Comunismo Hoje e Amanhã
1994 - Abr A Revolução de Abril 20 Anos Depois
1994 - Abr Abril foi uma Revolução Libertadora
1996 - Dez O Caminho é o da Luta Que Continua
1998 - Fev O Valor Actual do Manifesto
1999 - Set A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril (A contra-revolução confessa-se)
2001 - Set As Seis Características Fundamentais de um Partido Comunista
2003 - Dez O Mundo de Hoje
   
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Inclusão 24/06/2006
Última alteração 13/09/2014